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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Uma vida de trabalho

Abelhas trabalham duro: são responsáveis pela polinização de 70% das culturas agrícolas além da polinização de grande parte das matas e florestas, garantindo a sua renovação. Por outro lado as árvores também trabalham duro gerando o oxigênio necessário a manutenção da vida no planeta, além de manter a umidade do ar e ajudar na regulação dos ciclos de chuva. Sem a interferência do homem abelhas e árvores tem, na própria natureza, todas as condições necessárias a sua sobrevivência. Porém, sem abelhas e sem árvores, a vida humana simplesmente não seria possível.


A vida precisa ser uma vida de cooperação entre todos os seres. De trabalho em prol do coletivo. O homem também tem sua função. O problema é que nos desviamos de nossa função, nos esquecemos dela, talvez nem a conheçamos mais. Com o individualismo instalado em nossa sociedade atualmente o trabalho passou em ser em prol do consumo, da construção de riquezas materiais e da manutenção daquilo que denominamos conforto. A ideia de que algo sempre nos falta nos domina hoje de tal forma que nunca estamos satisfeitos. Então trabalhamos para ter dinheiro, para poder aumentar nosso poder de consumo e neste afã destruímos e matamos. Perdemos a consciência de que a relação entre os seres existentes neste planeta é de interdependência.

O trabalho, porém, deve ser a fim de beneficiar o coletivo, o todo. Entendendo por todo não só os humanos, mas todas as espécies que coabitam este planeta conosco. A vida é uma vida de trabalho, mas para construção, para que possa haver fluxo, movimento.

Sendo os homens criaturas tão complexas vale observar que a contribuição que cada um dará não será de igual qualidade, intensidade ou ordem. Cada pessoa tem a sua contribuição a dar, particular e especial. Por vezes será para pessoas específicas ou grupos de pessoas, para algum animal, planta ou situação. Cada um, tendo consciência de si, sabe para o que é apto. E a recompensa pelo trabalho realizado não será a financeira, a qual estamos tão presos nos dias de hoje, mas a possibilidade de viver em equilíbrio, de ajudar no que nos for possível, tendo a consciência tranquila e a certeza de que também teremos nossas próprias necessidades supridas, sem precisar nos preocupar com elas, porque cada ser estará trabalhando em prol do coletivo. Talvez seja esse um mundo ideal, mas não custa sonhar. Também não custa plantar uma semente de solidariedade e fraternidade. Afinal, o que te motiva a exercer o seu trabalho?

Por UCNF

sábado, 10 de janeiro de 2015

O outro como espelho de si

O outro é um espelho. Assim sendo ele reflete o seu ser, reflete a sua alma. Não que ele não seja outras coisas. Ele é uma pluralidade, é constituído por sua própria história, tem características próprias, mas você o vê através de um filtro que é você mesmo. Não há como dissociar o olhar daquilo que está sendo visto. Não existe o olhar neutro. Portanto, características e julgamentos que atribuímos ao outro nada mais são do que algo que há em nós.


E sobre nós? O que nos permitimos ver de nós mesmos? E o que escondemos inclusive de nós mesmos? Nós também somos uma pluralidade, mas procuramos demonstrar apenas aquela parcela de nossa personalidade que acreditamos ser mais adequada ao trato social e isso nem sempre é consciente. É aí que está a questão. Aquela parte de nós que acreditamos, inconscientemente, que não pode ser vista, que está às sombras, aquela parte que consideramos suja, repugnante ou de que temos vergonha, nós não conseguimos escondê-la por completo. Vemo-la no nosso espelho, que é o outro, mas acreditamos ser uma característica dele. E então construímos críticas e julgamentos em função de algo que consideramos inadmissível e que está ali, tentando se ocultar em nós mesmos. Se nos permitirmos lançar luz sobre tais características poderemos vê-las, compreendê-las, quem sabe até amá-las. Se necessário, promover mudanças. Porém, enquanto as negarmos, elas estarão ali, latentes.

Situação semelhante é quando culpamos o outro por situações por nós vividas. Ora, tudo o que vivemos é nossa responsabilidade. Se nos isentamos dela, que mudança poderemos promover? É necessário colocar-se como agente. Saber distinguir o que se sente, pensa e imagina. Ter consciência de suas próprias responsabilidades, de suas próprias escolhas e do que elas podem acarretar. Sair do comodismo.


O outro é, portanto, um instrumento de autoconhecimento. Se você apenas o julga, critica e culpa ou então se vitimiza, você perde a grande oportunidade que lhe é dada de conhecer a si mesmo.

Por UCNF

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os Sete Princípios Herméticos

O Hermetismo é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia associados a escritos da Antiguidade atribuídos a Hermes Trimegisto. Os escritos herméticos são uma coleção de 18 obras gregas. Dentre estes, os mais importantes são a Tábua de Esmeralda e o Corpus Hermeticum. Esse conhecimento teve grande influência na sabedoria oculta europeia desde a Renascença, quando foi reavivado por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. Estes escritos contêm os aspectos teórico e filosófico do Hermetismo.
 
 
No século XIX, os teosofistas promoveram e estimularam estudos aprofundados de várias tradições filosóficas da humanidade e várias obras foram publicadas baseadas em uma revisitação e interpretação dos ensinamentos herméticos. Talvez a mais famosa dessas obras seja O Caibalion, escrita por três autores autointitulados “Os Iniciados”, em 1908.
 
“Caibalion” se refere a uma palavra hebraica que significa "tradição ou preceito manifestado por um ente de cima". Essa prática foi dominante, por exemplo, desde épocas remotas na Índia, onde o conhecimento era transmitido somente via oral, até a compilação escrita dos Vedas cerca de 1500 a.C..

Portanto, o Caibalion foi um conjunto de ensinamentos ocultos transmitidos via oral e também representados de forma velada nas obras de alquimia e astrologia durante a Idade Média, até sua codificação nesse livro do início do século XX e, como dito acima, em outras obras, sendo estas, porém, menos conhecidas no Ocidente.
 
A essência do Caibalion está na apresentação dos sete princípios herméticos, que seguem resumidamente abaixo. Para um maior aprofundamento, recomendamos a leitura integral do referido livro.
 
I.  O Princípio de Mentalismo: "O TODO é MENTE; o Universo é Mental."
 
II. O Princípio de Correspondência: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima."
 
III. O Princípio de Vibração: "Nada está parado; tudo se move; tudo vibra."
 
IV. O Princípio de Polaridade: "Tudo é Duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."
 
V. O Princípio de Ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação."
 
VI. O Princípio de Causa e Efeito: "Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei."
 
VII. O Princípio de Gênero: "O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos."
 
"Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente."
 
Fonte:  O Caibalion
 
Por UCNF

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O significado oculto das coisas

Atualmente vivemos nosso dia a dia de forma quase que automática, como robôs, praticamente sem nunca refletir sobre o porquê de estarmos em nossa situação presente, com as grandes dificuldades e as pequenas recompensas dos nossos esforços no trabalho, estudos e família. Algumas pessoas procuram investir seu tempo livre com atividades de lazer, umas saudáveis, outras não, e outras apenas se deixam levar pelo ócio do corpo. Independentemente da escolha o fato é que, pelo menos enquanto não estamos dormindo, nossa mente está sempre ativa. No nosso presente, no momento do agora, sempre estamos acompanhados dos nossos pensamentos e emoções. E não há nenhum momento no qual estejamos fora do ambiente das sensações que nos estimulam a agir de alguma forma.
 
Mas, o que parece é que a presença permanente da mente ativa incomoda a maioria das pessoas. Senão, por que elas reagem de forma tão automática perante os acontecimentos e desafios da vida? Seria muito mais proveitoso para o próprio progresso uma atitude de reflexão sobre tudo que acontece. Claro que não vamos ficar viajando no nosso universo interno enquanto, por exemplo, precisamos entregar um relatório urgente para o chefe. O que se quer dizer é que as decisões importantes do dia devem ser tomadas sempre com um norte bem definido. Uma pequena ação deve estar conscientemente inserida dentro de um plano maior cuja realização trará um avanço para o progresso do indivíduo como um todo. Essa atitude é que, somada a outras, trará um sentido para a vida.
 
O exercício de reflexão sobre as motivações das nossas atitudes molda o caráter dos nossos pensamentos e emoções e, por consequência, da nossa personalidade. Com isso, automaticamente passamos a perceber as entrelinhas da vida. Muito poucas vezes a importância das coisas está estampada em suas aparências. É o conteúdo oculto dos acontecimentos o verdadeiro tesouro que devemos buscar através do raciocínio e da intuição. E esse tesouro é incrivelmente diversificado, podendo atuar na infinidade de nuances do ser interior, aquele que é o nosso verdadeiro Eu.
 
 
Em outras palavras esse tesouro é o significado profundo que as coisas possuem. Assim sendo, por consequência, conclui-se que o tesouro é exclusivo para cada pessoa. Cada um chegará a sua conclusão sobre determinado assunto. Evidentemente que regras gerais devem existir para regular o convívio social, sejam de natureza prosaica ou espiritual. Mas a riqueza do mundo e do Universo está na diversidade dos seres que os compõem, incluindo suas respectivas opiniões, e saber contemplar essa diversidade é o que tornará livre a consciência da pessoa para que ela possa descobrir o seu lugar nas engrenagens da vida.
 
Quando a reflexão interior se torna rotina no cotidiano do ser, ele passa a se sentir bem ao acordar e em estar consciente do momento que está vivendo. Mesmo que esteja fazendo algo que não aprecia, sabe que executar aquela ação servirá para um bem maior, seja a nível individual ou coletivo, e é esse significado oculto que será sua força motriz para seguir em frente com satisfação.
 
Além disso há a famosa Lei Universal da Atração, tão conhecida pelas filosofias espiritualistas. Quando vibramos em uma determinada frequência, atraímos coisas que vibram naquela mesma frequência. Portanto, quando nos sentimos bem enquanto realizamos nossas atividades diárias, naturalmente chamamos situações que contribuem para nossa satisfação, e assim, em um círculo virtuoso, construímos a felicidade em nossas vidas.
 
Veja que não se fala aqui de crenças e religião, as quais, não obstante, podem ser instrumentos de felicidade. Mas o foco é mostrar que as leis que regem a ciência se aplicam igualmente aos assuntos da mente e da consciência interna. Ou seja, a felicidade passa a ser possível quando passamos a respeitar e seguir o caminho das leis da natureza e do Universo (ou as leis de Deus, como os religiosos preferem). Um exemplo é o estudo das ondas eletromagnéticas. A luz visível é apenas uma pequena parte do espectro. A maioria absoluta do campo eletromagnético que compõe o Universo não nos é possível observar com os olhos, no entanto, é ela que regula a maior parte das nossas atividades diárias. Assim é, na mesma proporção, com os significados ocultos das coisas, como dito anteriormente. São eles que devem estimular nossos pensamentos e sentimentos e regular as nossas decisões conscientes do cotidiano.
 
Portanto, passe a refletir com profundidade sobre tudo que vive. Não lamente das coisas não serem exatamente da forma que você gostaria que fossem, e nem fuja da responsabilidade do autoconhecimento. Sinta o que a vida quer lhe dizer com cada situação ou acontecimento. Pode parecer o contrário para o observador desatento, mas, na verdade, nada de ruim ocorre! O Universo está em constante expansão, então tudo acontece com a intenção deliberada de expandir a sua consciência. É uma corrente de energia impossível de ser bloqueada. Se você tentar negá-la, freá-la ou for à contramão irá sofrer. Mas se simplesmente cooperar, irá navegar nas águas tranquilas da confiança, da felicidade e da bem-aventurança.
 
Por UCNF

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Compaixão: a nossa vida através da vida dos nossos irmãos

Não há dor para quem tem compaixão. Não há sofrimento para aqueles que olham além de suas causas e que se sensibilizam com a dor alheia. A compaixão nos faz enxergar que no mundo onde a dor é constante, todos nós carregamos cruzes semelhantes, cada qual com seu peso, mas todas com o mesmo propósito de nos ensinar que somos responsáveis por erguer uns aos outros, toda vez que um cair pelo peso de sua cruz.
 
Todos nós queremos a paz e o equilíbrio; queremos a beleza, a juventude e a certeza. Todos nós queremos ter sonhos concretizados e viver num mundo bom e justo. Sim, todos nós queremos! Mas porque o mundo não atende a esses desejos tão enraizados no coração do ser humano? Afinal, não podemos atrair essa realização através da força do nosso pensamento? Tantos falam de amor, mas poucas demonstrações amorosas vemos na sociedade. Muitos falam de paz, mas a violência se torna cada vez mais presente. O que falta, para que o nosso sonho de um lugar melhor para viver se torne realidade?
 
O que falta é a quebra do sentimento de individualismo. Somos únicos em experiência, mas somos unos quando expressamos os nossos sentimentos diante dessas experiências, principalmente aquelas que provocam sofrimento. O fato é que cada um reage à dor segundo o seu estado de consciência, mas todos nós a sentimos. Todos nós sentimos dor, mesmo que a interpretemos de modo diferente.
 
 
O autoconhecimento é o que nos prepara para conhecer o porquê das nossas dores e o motivo de as desenvolvermos. Essa prática tão necessária se torna ainda mais fundamental no sentido de que é preciso nos conhecer para ver o outro em nós. Contudo, há uma lição ainda mais preciosa: o fato de que precisamos nos ver mais no outro, do que vê-lo em nós mesmos. E então, estarmos dispostos a nos colocar no lugar do outro, entendendo como ele reage às vicissitudes da vida, segundo o seu estado de consciência.
 
A tristeza, o medo, a ansiedade e outros sentimentos que estamos vivenciando, também pulsam no coração de todas as pessoas, maior ou menor intensidade. E as reações físicas a eles são mais comuns do que possamos imaginar: o frio na barriga, a falta ou excesso de apetite, o coração acelerado, são sintomas que nos humanizam porque mostram que diante das emoções perdemos o nosso individualismo e passamos a reagir de modo muito semelhante.
 
Por isso, precisamos abraçar mais a causa dos outros, do que as nossas causas e aprender a solucionar os nossos problemas ajudando na cura dos males que aflige os nossos irmãos. Quem ajuda alguém a lidar com a perda, curará em si a dor da saudade. Quem aconselha uma família diante das brigas entre seus membros, verá o quanto é importante buscar a harmonia no seu lar. Quem estende um ombro amigo para um coração partido, compreenderá o quanto é fundamental o amor próprio na construção de uma relação. Enfim, aprendemos a nos curar à medida que desenvolvemos em nós o sentimento da compaixão.
 
Mediante o sentimento de compaixão é que identificamos o intenso estado de sofrimento que envolve o nosso planeta. Quanta dor há em nossos lares, e nos lares dos nossos vizinhos; no nosso bairro, na nossa cidade... E assim vai crescendo a dimensão dessa egrégora de desequilíbrio que nos cerca. Será que queremos fazer parte disso? Ou será que já somos capazes de identificar que há muitos que já sofrem as dores que se iniciam em nosso peito?
 
Somos o ponto para a transformação, quando passamos a nos unir a quem necessita da mesma mudança que nós. Que possamos nos erguer simultaneamente no aprendizado mútuo, de que é preciso ter compaixão com o próximo para melhor entendermos a nós mesmos.

Por UCNF

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Buscando a felicidade dentro de si

Muitos buscam no exterior algo que não encontram dentro de si. Querem sempre estar no lado de fora, procurando por algo que preencha seu vazio interior. Desejam completar a parte perdida de si próprio, causada pela crença de que não é possível preencher-se apenas de si mesmo, e assim se condicionam a pensar: para que eu esteja inteiro falta em mim a parte que me faz feliz...
 
Por que muitos pensam que a felicidade é a conquista do que não se tem? Por que muitos colocam a felicidade como uma meta a ser batalhada? Por que a felicidade é vista como algo tão distante da nossa realidade, que apenas com milagres é possível obtê-la? O que é a felicidade? De onde ela nasce, e quanto tempo ela vive em nós?
 
A felicidade é um estado de prazer momentâneo ou duradouro, fácil de se obter, mas também fácil de perder; devido aos padrões negativos que adotamos. O que nos distancia da felicidade são as exigências que impomos para que ela venha fazer parte de nossas vidas. Desse modo, a condição torna-se o abismo entre nós e a felicidade tão almejada. Preenchemos então essa distância, com os “se’s” dos desejos que correspondidos nos farão felizes: - Serei feliz se tiver isso ou aquilo; se eu for assim, se as pessoas me amarem dessa maneira, se eu for aceito, se eu for bonito ou bonita... São tantas as condições que impomos para estarmos felizes que apenas nos resta o vazio de ser alguém insatisfatoriamente preenchido.
 
O fato é que olhamos para a felicidade com uma grandiosidade que na verdade ela não tem. Engrandecemos a felicidade a tal ponto que nos tornamos muito pequenos para abraçá-la. E assim, ela se torna algo maior que nós, além de nós... Dificultando ainda mais a nossa interação com esse sentimento.
 
Ser feliz é um ato simples, se partimos do principio que a felicidade é um estado de plenitude que nasce de um aprendizado satisfatoriamente vivido e absorvido. A felicidade esta inteiramente ligada à capacidade de aceitação e adaptação às diversas situações ao longo da nossa vida. Nesse sentido somos felizes quando nos entregamos de coração a experimentar qualquer circunstância, absorvendo do momento o melhor que ele é capaz de nos dar.
 
O estado de felicidade requer flexibilidade, aceitação e amor incondicional. Requer também a concentração nos fatos presentes ao invés de enaltecer os sonhos que nos fazem olhar em direção a um futuro incerto. A felicidade requer preparo e cuidado com o nosso corpo e com os nossos pensamentos. Pois, temos que estar bem, para então atrair situações felizes.
 
 
A felicidade não é um direito concedido a aqueles que possuem méritos, que nascem em berço de ouro ou que aparentemente não possuem problemas a serem resolvidos. Ser feliz é algo inato do ser humano, desde que este esteja livre do ego que predispõe condições para se ter felicidade.
 
A pseudo-felicidade conquistada por meios mesquinhos se dissolve com o tempo, pois devemos acreditar que as realizações verdadeiramente felizes vão além de nós, ao nosso próximo, beneficiando aqueles que estão ao nosso redor. Entendamos que todos os momentos felizes geram alegria e luz a se irradiar pra todos os seres.
 
Valorize e aprenda a eternizar os momentos felizes. Se acreditarmos que a felicidade é coisa rara, é porque não percebemos que para sermos felizes temos que nos libertar de tudo aquilo que acreditamos ser necessário para se obter a felicidade. Porque ser feliz é uma consequência gerada pelo amor sereno, pacífico e desprendido a tudo que nos dedicamos em nossa vida!

Por UCNF

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O dom que Deus lhe deu

Cada vida na Terra possui o seu valor. Toda criatura encarnada é responsável pela movimentação do cotidiano terrestre. E por isso a estrutura social humana é composta por inúmeras funções/profissões necessárias ao desenvolvimento do bem-estar físico, emocional e espiritual de todos os seres.  O trabalho é mais do que um simples processo diário, por vezes visto como cansativo e estressante. É uma oportunidade para as almas usarem os seus dons, para o seu progresso pessoal e também para o progresso daqueles que são servidos com amor e dedicação.
 
Muitos negam a oportunidade do trabalho, alegam que suas funções não lhes trazem satisfação e valorização. Protelam muitas tarefas por sentirem-se desmotivados e paralisados pela falta de oportunidade de crescimento profissional. Tais crenças negativas a respeito do trabalho aumentam ainda mais a sensação de impotência diante da vida, fazendo com que o individuo, influenciado pela crise, se prenda à incapacidade de usar seus dons para promover uma grande mudança.
 
Você já se perguntou, alguma vez, qual é o verdadeiro desejo da sua alma? Qual é a sua aptidão mais íntima? Talvez se se lhe perguntassem isso durante sua infância, provavelmente você responderia que desejaria ser bailarina ou um jogador de futebol, mas ao longo dos anos além de conquistarmos a maturidade através das experiências, também passamos a descobrir as nossas verdadeiras afinidades. É como se cada circunstância nos levasse a conhecer mais a fundo nós mesmos. E desse modo passamos a definir melhor os nossos propósitos de vida. Por isso torna-se mais difícil negar os nossos gostos, as nossas preferências, por que elas ficam cada vez mais enraizadas na nossa personalidade.
 
Mas infelizmente, a maioria das pessoas nega isso. Negam seus desejos por que tiveram medo de enfrentar os obstáculos inevitáveis da vida, ou pior, acreditam que o carma as designaram a seguir outro rumo, pois assim seria o “melhor” para a sua evolução. Nenhum carma é tão forte quanto à voz sadia da intuição. Ouvir a intuição é também ouvir os apelos do seu próprio espírito, é acreditar no conteúdo da sua bagagem espiritual, e que essa bagagem é expressa através dos dons. Suas aptidões nada mais são do que os conhecimentos adquiridos por você em vidas passadas, e que hoje podem ser colocadas em pratica na sua vida profissional e também em outras funções que necessitam de criatividade e inspiração.
 
Contudo muitos esquecem ou ignoram essas aptidões, por buscarem apenas a estabilidade financeira ou por quererem atender a expectativas dos seus familiares. E desse modo surgem muitos trabalhadores displicentes com suas tarefas; que se deprimem no vazio da falta de identidade profissional.
 
O universo sempre proporciona ao seres as experiências atraídas através do estado interior de cada indivíduo, mas para isso não basta apenas à intenção, se esta não estiver vinculada à força de vontade. O trabalho que hoje é insatisfatoriamente exercido por você, se conduzido através da boa vontade e do melhor que você pode realizar, poderá servir como base para a construção da via que o levará a exercer o que realmente condiz com suas aptidões, e conseqüentemente lhe trará mais alegria. É assim que se desenvolve a vida, só subimos um degrau após apoiar-se em outro...
 
E quando não sabemos o que realmente desejamos? Quando ainda estamos estáticos diante da pergunta “o que você vai ser quando crescer”? Certamente quando isso ocorre é por que você ainda não experimentou as vivências que lhe trarão acesso ao seu conteúdo espiritual. Nesse caso, faça o melhor que puder com o que a vida lhe trouxer até o momento em que algo ou alguém irá lhe proporcionar esse despertar, e a partir de então comece a construir seu caminho em direção a concretização do seu sonho.
 
Somos eternos trabalhadores, nos sustentamos através do recebimento dos frutos gerados pelo trabalho alheio e também através da doação do nosso trabalho. Quando esse trabalho passa a ser uma expressão do seu dom ou uma extensão dele, ele deixa de ser um simples trabalho para ser a “materialização” da sua satisfação. Sendo assim seu trabalho é a personificação da sua imagem. Se o faz com zelo e amor é porque dentro de si está correspondendo com as mesmas intenções.
 
Por UCNF

sábado, 3 de agosto de 2013

Uma mensagem de Luz

Na imensidão do amor de Deus é onde está a casa de todos os seus filhos. No perdão, na oração, no gentil modo como tratamos os nossos semelhantes; na pureza das palavras de amizade e na consciência tranquila que nos tornamos ainda mais a imagem e semelhança do nosso Pai.
 
Do que precisa o mundo, meus filhos? Do que precisa o mundo além dos seus esforços internos, da boa vontade e do amor incondicional? Do que mais precisa o mundo, que o despertar de cada consciência que nele vive?
 
Olhe para o lado, olhe para o seu irmão. O que há nele também há em você e a origem dele também é a sua origem. Filhos meus, acreditas que o irmão que vive ao seu lado é diferente de você? Pois te digo que ele representa a formação do que está no seu mais íntimo e juntos vocês representam uma alma universal.
 
 
A natureza de toda a criação liga humanos, animais, minerais e outros elementos que formam uma profunda corrente que os tornam dependentes da evolução da menor e mais simples criatura até a evolução das maiores mentes diretoras do Cosmos.
 
Ninguém evolui sozinho porque é impossível amar sozinho. E por isso o ato de acolher e aceitar o seu irmão é essencial na jornada de quem deseja ascender a mais um degrau rumo ao Divino.
 
Deixem o egoísmo de crer que o desenvolvimento da sua vida espiritual depende apenas das obras construídas por vocês. Observe o seu lar e a sua família, todos os momentos passados com eles, mesmo que em desentendimento foram necessários para a construção da estrutura de quem você é hoje. Como desejam amadurecer sem ultrapassar de modo amoroso os atritos que acontecem em cada ambiente familiar? Acordem meus filhos e vejam o quanto fortes se tornam quando saem do comodismo de uma vida sem desafios.
 
Amados, sabe por que as dores ainda são necessárias? E o motivo para elas continuarem a existir ao longo de suas vidas? É porque vocês, filhos meus, só olham para o corpo quando nele descobrem uma ferida que incomoda; só olham para os pensamentos quando percebem que eles lhes tiram o sono; só olham para as próprias atitudes à medida que o outro começa a refleti-las no modo como trata vocês. E é assim que prosseguem a vida aqui na escola terrena. Sendo assim, nem mais e nem menos lhes acontecerá além da reação; da lei justa e divina da reação para todas as ações que são realizadas.
 
Todos nós, seres que acompanham o desenvolvimento da vida na Terra, estamos trabalhando muito para libertar os espíritos irmãos que possuem sua última chance de regeneração. Toda vez que sentimos e vemos filhos se reconciliando com os pais, irmãos perdoando dívidas e maridos em harmonia com suas esposas entre outras situações positivas, o universo nos dá o contato com uma Energia Maior que nos instruí a regatar milhares de almas vinculadas aos filhos que reaprenderam as virtudes do amor.
 
E é por vocês que fazemos isso. Pois como lhes disse: a sua evolução será na mesma proporção da evolução do seu irmão.
 
Reformem-se, renasçam, recomecem! Mudem aos poucos. Aprendam a identificar quais são as suas manias mais obscuras e agarrem a disciplina de torná-las mais coerentes com o que o Pai lhes ensinou.
 
Vocês são seres lindos, pois possuem o dom da transformação. Vocês possuem luz e trevas, as duas polaridades que em equilíbrio os tornam aptos a serem considerados verdadeiros filhos de Deus.
 
Felicidade, meus filhos, é sinônimo de aprendizado. Não acontece apenas na concretização dos sonhos. Sentirão a felicidade quando forem capazes de dizer para si mesmos: eu sou feliz porque aprendi a ser uma pessoa melhor através dos momentos que passei; sou feliz porque amadureci com as experiências; sou feliz porque me libertei dos apegos das conquistas materiais; sou feliz porque tenho a certeza de que estou fazendo o melhor por mim para melhor fazer pelos outros...
 
Filhos queridos, nós aceitamos as escolhas de cada um, pois sabemos que no fim de toda colheita que vocês realizarem, nós estaremos juntos. Estaremos compartilhando a nossa paz.
 
Sou apenas mais um trabalhador do Cristo. Que vocês possam sentir as minhas intenções em vossos corações. Deixo também minha pequena prece de amor e de luz:
 
Pai Celeste, ilumina o coração dos meus amados filhos,
Que o mais sublime amor possa percorrer cada canto da Terra.
Dá-lhes coragem, serenidade e tranquilidade para continuar as suas obras.
Dá-lhes a certeza de que nunca estão sós.
Pois suas boas e sinceras intenções é o que nos une.
Que assim seja hoje e sempre...
 
Mensagem canalizada na Casa de Assistência Mãos de Luz, em Nova Friburgo RJ, em 20 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mais sobre a importância do autoconhecimento

Vivemos num mundo onde as prioridades das pessoas quase sempre passam exclusivamente pela sobrevivência. E a amenização do sofrimento gerado por essa luta inglória geralmente é buscada na satisfação exagerada dos sentidos materiais, através do consumismo, da gula, da sensualidade e sexualidade, entre outros vícios.
 
Mesmo que muitos busquem algo a mais, como um preenchimento intelectual para suas mentes através de estudos e da apreciação de algumas artes, isso ainda não é suficiente para que se quebre o círculo vicioso da dor no qual a nossa simples existência nessa dimensão e a consequente inserção no sistema econômico-social nos impõe.
 
Se não nos é possível viver plenamente felizes e satisfeitos - ou seja, em última análise, sem dor – além, evidentemente, de buscarmos minimizar esse efeito, podemos concluir que somos automaticamente convidados a refletir sobre o porquê de a nossa realidade estar configurada dessa forma.
 
Tanto se fala de Deus, de anjos, de um céu de felicidades após a morte para quem for “bom”, mas por que ainda assim passamos tantas dificuldades? E, se realmente existe alguma “energia universal” que a tudo permeia, como crer que ela age em nossas vidas de forma positiva?
 
Talvez o primeiro passo para tentarmos entender onde nos encaixamos nesse “caos” existencial é procurar saber quem somos nós para nós mesmos. O autoconhecimento permite que desvendemos as nossas reais necessidades internas no mais profundo íntimo do ser, e não o que as pessoas, a família, a sociedade ou o mundo esperam de nós ou nos dizem ser.
 
 
Essa tentativa de se entender a vida partindo do lado “de fora” gera cada vez mais dúvidas e nos deixa confusos, ansiosos, cansados e, principalmente estressados. Isso acontece porque tentamos criar estruturas de bem-estar em propriedades que não nos pertencem. É como se investir na melhoria de uma casa alugada. Você pode até se sentir um pouco melhor durante um tempo, mas terá que sair dali um dia, e aí terá que juntar dinheiro para começar tudo de novo, sempre, até se estabilizar em algo que é verdadeiramente seu.
 
A “casa própria” é o nosso verdadeiro Eu, nossa Alma, que é tudo aquilo que nós somos excetuando nosso corpo físico, o qual podemos tocar e satisfazer de tantas maneiras, porém sempre de forma temporária. Investindo no Eu, conhecendo as mínimas características dele, estaremos trilhando um caminho onde as respostas para cada dor nos serão dadas. Assim, o sofrimento irá diminuir aos poucos, pois tudo que acontece terá sua causa conhecida. Ajudaremos a nós mesmos a criar formas de lidarmos com cada desafio que nos é apresentado, e aos poucos ganharemos força e confiança para seguir vivendo com um nível cada vez maior de bem-estar.
 
Quando passamos a encarar as coisas nessa perspectiva, queremos sempre mais, pois descobrimos o caminho da liberdade e, consequentemente, da felicidade. E, evoluindo nessa direção, não podemos conter a felicidade por muito mais tempo, pois ela se extravasa. A energia se torna mais forte, mais intensa e automaticamente se expande. É nesse momento que podemos ir “pra fora”, é quando finalmente sabemos quem somos e desejamos que todos descubram quem são, por si próprios, e também encontrem o caminho da felicidade. É o processo de consolidação da união entre os seres e da unificação da humanidade como parte de um só organismo vivo de Gaia, a Mãe-Terra.
 
Essa concepção de vida parece nova para você? Pois saiba que ela foi ensinada por todos os grandes mestres da humanidade de todas as religiões, das mais profundas filosofias e até grandes artistas e cientistas. Todos, em diferentes linguagens, adaptadas às diferentes culturas e aos períodos históricos, tentaram nos ensinar que a felicidade é conquistada no amor incondicional que sinceramente desenvolvemos dentro de nós. Mas, com o passar do tempo, muitas pessoas, ainda perdidas em suas sombras internas, deturparam essas mensagens com objetivos escusos e promoveram a segregação e a competitividade que tanto mal fizeram a humanidade.
 
Muitas pessoas hoje em dia, líderes com mente de vanguarda, trabalham fervorosamente para contribuir com esse despertar coletivo. Mesmo dentro de suas religiões, filosofias, meio artístico e científico específicos, buscam facilitar aos seus seguidores e simpatizantes a compreensão da importância do universalismo existencial e agregador de consciências. Portanto, atualmente, temos todas as facilidades para redescobrir quem somos, de onde viemos e para onde vamos.
 
Por UCNF
(adaptado do texto do mesmo autor publicado originalmente no Jornal Século 21, Nº 138 de julho de 2013)

domingo, 19 de maio de 2013

Energias divinas: a fonte para o equilíbrio interior

O universo é formado por uma concentração de energias que vibram e aglomeram-se por afinidade, dando forma as inúmeras matérias tangíveis na dimensão física. Estamos rodeados por um imenso campo energético que se encontra em constante oscilação entre a polaridade positiva e negativa de toda a criação universal. Esse campo funde-se ao nosso por sintonia. Por exemplo, na polaridade negativa, as baixas vibrações produzidas por nossos pensamentos em desequilíbrio são rapidamente conectadas as camadas energéticas mais densas que são emitidas por outras fontes de pensamento do mesmo padrão. E desse modo, dentro de nós, começam a surgir às instabilidades emocionais, a falta de adaptação à vida e a incredibilidade da importância do nosso papel existencial. No entanto, as energias desequilibradas que circulam o plano terreno não sobressaem à poderosa energia divina, que se concentra nas pequenas ações humanas a favor do bem-estar comum e também na energia pura e transmutadora dos elementos da natureza.
 
O processo de reencarnação na Terra consiste em um planejamento perfeito realizado pelo Eu Crístico para seus filhos que visam galgar novos estágios de evolução moral e espiritual. A experiência terrena faz com que os seres entrem em contato com diferentes níveis enérgicos em apenas uma vivência encarnatória. Na Terra é possível viver o caos e viver a paz; viver o ódio e o amor; viver o bem e o mal. O ser humano afiniza-se a estas experiências através de atração magnética gerada por seus fluidos interiores. Ou seja, a realidade material e todas as situações que a envolve são um reflexo da energia gerada pela alma do ser humano e pelas virtudes e não virtudes desenvolvidas por ele.
 
 
A evolução da humanidade rumo aos patamares crísticos se concretizará por meio das conexões energéticas positivas que cada ser realiza durante a sua encarnação. Pois o equilíbrio de cada um representa o equilíbrio do todo e vice-versa. Por isso, devemos compreender a inexorável necessidade do ser humano em buscar esse equilíbrio energético interior por meio dos recursos encontrados na terceira dimensão. Mas, pensemos: onde estão esses recursos? O que são eles? E como podemos usá-los?
 
Na terceira dimensão, na qual estamos conscientes nesse momento, existem vários tipos de práticas e hábitos saudáveis ao espírito que podem ser utilizados para que consiga harmonizar o seu corpo, sua mente e o seu coração em diferentes situações durante a sua estadia terrena. Alguns desses hábitos sintonizados com as forças divinas podem ajudar no nosso bem estar como, por exemplo, o conhecimento sobre quem realmente somos e a autoaceitação. Para inserir-se na prática desse recurso divino é necessário abrirmos a nossa consciência para compreender que os nossos defeitos e qualidades são fatores importantes na formação do ser único que representamos. O autoconhecimento é uma análise íntima que pode ser realizada em momentos a sós, em contato com um ambiente saudável, vislumbrando uma bela paisagem. Podemos conhecer nossa personalidade, através da produção de textos falando sobre nós mesmos ou apenas tendo uma conversa sadia na frente de um espelho. Tudo é valido para identificar a nossa verdadeira essência.
 
Outra fonte de equilíbrio é a meditação: um simples ato de conexão com o aqui e o agora. A meditação faz com que nosso corpo e nossa mente sejam direcionados para os fatos presentes. Por isso, torna-se um excelente método de cura para a ansiedade, porque disciplina a mente a se concentrar no agora, evitando projeções mentais sobre futuros incertos.
 
A ação de meditar não consiste apenas em isolar-se num espaço e ali permanecer em estado de concentração. Podemos meditar ao longo do nosso dia, através da observação das coisas que estão ao nosso redor. Como num simples exercício de olhar para o céu ou para um pássaro voando e focar nossa mente no objeto que está sendo visualizado, e aos poucos deixar que outros pensamentos e emoções fiquem em segundo plano, até que eles desapareçam totalmente mesmo que dentro de um curto espaço de tempo. E assim, somos capazes de praticar um pequeno instante de meditação, porque conseguimos nos focar apenas no momento, nada nos desviou da vivência plena daquele momento.
 
Nosso corpo possui diferentes pontos de absorção de energia, chamados chakras. Os chakras são vórtices de energia localizados no nosso corpo espiritual, que absorvem ou repelem energias do ambiente de acordo com o nosso padrão vibratório. Os chakras mais importantes são: o chakra coronário (localizado acima da nossa cabeça), o chakra laríngeo (localizado na região da garganta), o chakra cardíaco (sobre o coração), o plexo solar (localizado um pouco acima do umbigo), o chakra sexual (abaixo do umbigo) e o chakra básico (entre as pernas, situado na região pélvica), entre outros chakras secundários, mas que também são muito importantes na nossa manutenção energética. O equilíbrio dos chakras ajuda no fortalecimento e revitalização do nosso corpo físico e também na harmonização das oscilações emocionais. O equilíbrio desses pontos energéticos pode ser realizado através da emanação de energia contendo a cor especifica de cada chakra, na direção do mesmo; bem como através do uso de cristais colocados sobre eles. Outra forma de equilíbrio pode ser feita por meio do uso de mantras que proporcionam uma vibração sonora adequada para cada chakra, fazendo com que eles entrem em uma ressonância que traz uma sensação agradável para o corpo físico.
 
O contato com os elementos da natureza é outro recurso energético divino para a elevação fluídica dos seres humanos. As plantas e os minerais possuem um papel muito importante na evolução do planeta, pois eles são capazes de sublimar as energias densas através do processo de transmutação. Ao sentirmo-nos cansados podemos experimentar tocar em alguma planta ou pedra, usando a nossa boa intenção para realizar uma troca de energia com aquele elemento. Podemos pedir as bênçãos dos seres divinos para positivá-lo, fazendo com que ele contribua com a nossa reposição energética. Do mesmo modo, podemos realizar com a energia que vem da terra, pois esta ajuda a revitalizar o corpo físico e incentiva o despertar das responsabilidades terrenas. Podemos praticar o exercício de tocar a terra e simultaneamente dizer: eu pertenço à Terra, sou responsável por mim e por tudo que nela habita! E sentiremos a energia de gratidão desse elemento sendo direcionado a nós.
 
A prática de relaxamento aliado à música suave e uso de aromas podem proporcionar uma agradável sensação de bem-estar. O relaxamento faz com que liberamos várias tensões acumuladas nos nossos músculos e tendões, que constantemente provocam desconforto e sensação de peso. Já a música suave faz com que todos os cordões energéticos do nosso corpo espiritual vibrem positivamente com a absorção dos sons leves. O ato de realizar o relaxamento ouvindo uma bela melodia torna-se ainda mais prazeroso quando envolvido por aromas vindos de incensos ou velas, que além de exalar um cheiro agradável, também purificam o ambiente.
 
A terceira dimensão é abundante em recursos que ajudam a nos tranquilizar em momentos de crise. Mas nenhum recurso é tão importante quanto à oração. A oração realizada plenamente com amor e sem objetivos egoístas pode emanar do ser que a profere uma intensa energia, pura e sublime, capaz de limpar os campos energéticos mais densos. Não podemos discutir o poder de uma oração e nem a limitação de sua influência na vida de quem a faz.
 
Enfim, a nossa passagem pela Terra pode ser mais leve e menos sofrida, se buscarmos os recursos certos e filiarmos as nossas correntes mentais e sentimentais às fontes de energia celeste. E aos poucos aprenderemos a nos libertar do invólucro denso criado pelas nossas atitudes menos elevadas, buscando a harmoniosa energia de Deus nas pequenas ações do nosso dia a dia.

Por UCNF

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Recomeçar

Há momentos na vida que é necessário voltarmos ao inicio das nossas ações para conduzir os nossos objetivos, sentimentos e esperanças através de um novo ponto de vista. A vida segue dentro de um eterno estado de inicio: experiências novas, coisas novas, pessoas novas estão constantemente surgindo em nosso caminho para nos mostrar que tudo no mundo está em processo de renovação. A ação de começar ou tentar fazer tudo de novo diante de diferentes situações que ocorrem durante a nossa vida é o que nos torna seres tão especiais. Nossa força interna, que motiva a nossa existência, cresce e se expande cada vez que dizemos que somos capazes de recomeçar e que somos capazes de fazer tudo diferente. Pois a cada dia é nos dado o poder de mudar a nossa realidade.
 
A vida não começa após o parto. O parto é apenas o “primeiro” nascimento, entre inúmeros outros, e representa a nossa chegada a Terra. Nascer é dar as boas vindas para uma forma de vida que exigirá nossa adaptação, tolerância, amor, respeito e principalmente a nossa coragem de recomeçar quantas vezes forem necessárias. Quantas vezes tivemos que retroceder os nossos planos e buscar novas opções? Quantas e quantas vezes pensamos que nossa vida estava estagnada e de repente aparece algo que nos mobiliza a sair do lugar e a seguir em frente? Quantas vezes tivemos que nascer de novo através da mudança de valores e da adoção de novos princípios? Se conseguir compreender isso, irmão, também compreenderá o quanto é importante estar preparado para recomeçar.
 
A gente nasce a cada momento em que a nossa percepção sobre o mundo muda, principalmente se esta for positiva. Há pessoas que passam a vida inteira sem saber o que é viver; se condicionam a estar no mundo das ilusões e acreditam que não existirá vida feliz, se esta não atender às suas expectativas. O foco incessante nos desejos e nas expectativas faz com que a vida passe sem ser sentida. Busca-se sempre a resolução de um problema, a realização de um sonho, a conclusão de algo. Porém, para atingir o fim, sempre será necessário voltar ao começo. É como se lêssemos um livro bem complexo que nos obriga a voltar às primeiras páginas para melhor compreender o final da estória.
 
O recomeço é o que impulsiona o nosso amadurecimento. Recomeçamos para tentar nos tornarmos mais humanos e mais humanitários nas nossas ações, principalmente quando estamos dispostos a assumir uma conduta mais positiva diante da vida. Quando escolhemos ter um novo principio ou estilo de vida que seja mais saudável, humilde e compreensivo, nos damos, em igual proporção, a oportunidade de sentir o que não sentíamos, de ver o que não víamos, e também de dizer de modo mais sereno e harmônico as inúmeras palavras que em algum momento não puderam ser ditas.
 
Pense: nada no mundo possui um fim, mesmo após a morte a vida prossegue em outras dimensões. Toda existência, seja na Terra ou em outros planetas, é formada por eternos começos e por eternos períodos de transformação e transmutação. Da célula à maior estrela da galáxia, todos possuem a capacidade de se regenerar, de se curar e de recomeçar uma nova fase no seu período existencial. Então porque para nós seria diferente? Podemos recomeçar após um período de doença, podemos recomeçar após uma separação, podemos recomeçar após uma crise financeira, podemos recomeçar após a partida de um ente querido. Enfim, podemos recomeçar a ter fé em nós mesmos e na nossa capacidade de superar antigos medos e conquistar uma vida nova.
 
Todo recomeço é importante, pois será a nossa segunda chance de fazer as escolhas mais inteligentes que tornarão o curso das nossas vidas, mais tranqüilo e mais equilibrado. É importante também, porque estamos munidos com as experiências anteriores que nos estimularão a refletir se é proveitoso ou não estar na mesma situação ou se está na hora de mudar a direção dos nossos passos. Que possamos olhar para o nosso redor e perceber as sutis oportunidades que nos são dadas. E acreditar que durante a vida e após ela, sempre haverá tempo para recomeçar!
 
Por UCNF

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Identificando diferentes aspectos do amor

Hoje em dia todos falam de amor, os espiritualistas atuais focam o amor como sendo o sentimento básico para justificar nossa existência e afirmam que ele é a base nossa felicidade. De fato é assim, mas o que seria o amor em uma análise mais apurada e mais minuciosa? E como identificá-lo para que, assim que detectado, possa permanecer pelo maior tempo possível de forma contínua em nosso ser? Enfim, como ter uma maior percepção do amor?
 
Estamos inseridos na dimensão física, ou a terceira dimensão, na qual é necessário que as coisas tomem forma e movimento para que sejam manifestadas e captadas pelos sentidos do observador. A física quântica dá um passo além afirmando que a realidade observada é composta necessariamente pelo observador, que se torna um com o fenômeno manifestado. Podemos tentar de muitas formas fugir dessa dimensão que aprisiona nossa alma, mas de um jeito ou de outro, voltamos sempre para essa densa realidade. Será que o objetivo é realmente “sairmos” desse cenário físico? Ou devemos encenar nossos respectivos papéis nesse teatro material, assim como no espiritual?
 
Concluindo que devemos encarar o desafio da terceira dimensão, temos também que trabalhar com o fato de que somos seres espirituais e essa natureza intrínseca se manifesta concomitantemente e de forma integrada aos nossos compromissos físicos. Em suma, nenhuma análise do Eu pode se dar satisfatoriamente sem levar em consideração a multiplicidade das dimensões nas quais ele atua. É um jogo de equilíbrio das nossas ideias, palavras e ações. Quanto mais nos aprofundamos em um determinado assunto, mais aprendemos sobre ele, porém igualmente mais limitamos a compreensão da realidade holística na qual ele está inserido. Por isso não devemos nunca nos afastar de um ponto de vista universal no exercício de compreensão das coisas.
 
O mais complicado na ciência do autoconhecimento é a afirmação de verdades. Eu não posso afirmar que a mente de outrem e, principalmente, o seu espírito devem funcionar de determinada forma sem que isso incorra em afastar esse processo da verdadeira realidade que aquela alma se encontra. Ou seja, devemos nos aprofundar, nos especializar, mas não muito. Na prática, mais importante que racionalizar a evolução espiritual que buscamos, é sentir a sutil presença e atuação das novas ideias que surgem em nosso ser, a intuição que nos move e nos dá prazer, mesmo que estejamos desacostumados a lhe dar atenção. No fundo, somos aquilo a que damos atenção. A atenção é o direcionamento que damos ao nosso sentir para aquilo que julgamos que nos iluminará naquele momento.
 
Voltando então à questão do amor, só conseguimos manifestar nosso amor àquilo que damos atenção. Então, por tabela, só podemos amar no agora. Aliás, só podemos nos manifestar de qualquer forma no agora. Mesmo que recordemos o passado, ou projetemos o futuro, estamos o fazendo no agora. Por essa lógica, podemos dizer que também sentimos raiva, ódio, rancor, tristeza, orgulho, etc, no agora. Mas tudo isso também pode ser considerado amor. Como? Por acaso deixamos de amar alguém quando lhe damos atenção suficiente para que seja digno de nosso ódio? Uma dispensa de energia tão grande assim para alguém deve significar que aquele alguém representa algo muito importante para nós. Isso não seria uma forma de amor? Não se diz que quando uma pessoa “não gosta” de outra, ela não fica falando mal dela, mas simplesmente a “esquece”? Isso é bem verídico. Quando direcionamos um feixe de energia para um ser, nos envolvemos com aquele ser, nos comprometemos com aquele ser. É assim que os laços cármicos são construídos. E “carma” significa “ação”, e a Criação age unicamente através do Amor.
 
 
O Universo está em expansão, Deus está em expansão, e Ele se manifesta em nós. Então, por essa lógica, não é de se concluir que nós também estamos em expansão? E, mais além, que somos nós que expandimos o Universo? Alguém pode perguntar: “mas se eu estou limitado a este planeta, como estou expandindo o Universo?” Construir materialmente resulta em uma movimentação de energia muito menor do que construir emocionalmente. Os sentimentos e emoções lidam com uma energia num grau de intensidade muito maior do que a energia que move os átomos da matéria da terceira dimensão. E as emoções, mesmo que não as possamos ver, ouvir ou tocar, geram formas, cores e sons em outras dimensões, em outros mundos-densidade nos quais atuamos simultaneamente a este no qual você lê essas palavras, e em uma abrangência muitíssimo maior.
 
O amor em um maior grau de pureza pertence a esses mundos que não vemos. Ele surge do nosso Eu superior que está presente nas mais altas esferas de Luz do Universo, e de lá vai descendo até tomar uma forma ou outra nesse plano material. Mas, às vezes ele não chega aqui embaixo, fica pairando em planos de densidade mais leves e sutis, mas ainda assim dentro de nós. É por isso que, por exemplo, sentimos um bem-estar inexplicável quando estamos com alguém. Não sabemos, em retribuição, expressar em palavras ou atos aquele bem-estar que o outro ser nos proporciona, seja humano, animal, vegetal, ou qualquer outro reino da natureza, mas ele está lá, plenamente existente.
 
Tendo uma noção do que o amor representa e de que forma ele atua em nós chegamos finalmente ao ponto principal, qual seja, de como potencializar suas consequências em benefício do todo. Se compreendemos que o amor é sutil e que desperta em nós sentimentos profundos de bem-estar e autoconhecimento e, com isso, nos conscientizamos de que nossa qualidade de vida se amplia, é reconhecendo que esse mesmo processo atua nos nossos semelhantes que conseguiremos ver neles o reflexo de nós mesmos. Quando nos conscientizarmos que a natureza de Deus se manifesta igualmente na experiência existencial de todos os seres, o amor puro proveniente dEle não encontrará obstáculos nessa grande rede de vida, podendo fluir em todas as direções e com toda a intensidade possível, que é ilimitada! Que alento divino é pensar que o Universo é a manifestação perfeita do infinito amor de Deus em constante expansão que flui através de nós, não é mesmo?
 
Para que sejamos nós mesmos vias desobstruídas por onde a energia divina possa fluir livremente, devemos identificar e manifestar o amor em todas as suas formas, desde as mais sutis, como sentimentos mudos de bem-querer sincero; até as mais densas, como beijos, abraços e ações de caridade para com o próximo. E, sobretudo, buscando o bem-estar, que é a fonte propulsora de toda essa engrenagem, o qual estará acessível a partir do momento em que aprendermos a amar verdadeiramente a nós mesmos. Somente assim poderemos cultivar e doar o nosso mais sagrado tesouro íntimo como contribuição ao crescimento da Criação Universal em benefício de todos os seres.

Por UCNF

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Por um mundo de Luz

Mais um ano se inicia e com ele surgirão todas as oportunidades que contribuirão com a renovação dos sentimentos de amor: a transformação do ego para um Eu coletivo; a sublimação dos sentidos humanos, desvencilhando-os dos instintos; a sutilização da alma e a busca pelos valores divinos em nós.
 
O tempo, que começa a se solidificar, requer a nossa mudança interna para que sejamos um reflexo das mudanças que desejamos no mundo. Se queremos a paz, façamos a paz em nossos lares. Façamos a paz no nosso mundo interior! Não se constrói uma obra grandiosa sem colocar os primeiros tijolos, formar as bases, sustentar os pilares e erguer as paredes. E assim também é com toda a construção positiva que desejamos para o mundo, somos nós os responsáveis por colocar os primeiros tijolos, a levantar as primeiras colunas...
 
O nascer de um novo ano permite ampliar as nossas consciências, desenvolver nossas aptidões racionais e conectá-las a nossa capacidade intuitiva, absorvendo toda a sabedoria que conquistamos ao extrair da dor o nosso amadurecimento. Ao perceber que as experiências que tivemos, sejam elas boas ou más, são apenas experiências, e o que conta é o modo como olhamos para elas, o quanto aprendemos com elas...
 
 
É tempo de percorrer novos caminhos, deixar as antigas trilhas que nos obrigam a nos esquivar pelos cantos. Procuremos por caminhos que nos deixem mais livres, mais soltos, mais abertos às novas descobertas. Agora é o momento de darmos os primeiros passos...
 
Vamos começar olhando a vida com outros olhos, observando o desenvolvimento da existência com os olhos do amor. Vendo de modo amável e compreensivo cada pessoa que compõe a nossa história, cada ser que foi colocado no nosso caminho, para nos transformar em seres únicos dentro de todas as criações de Deus.
 
O mundo que vivemos é composto por diferentes tons, como nos acordes musicais. Se vibrarmos juntos no mesmo ritmo, frequência e sintonia, poderemos fazer música, mas se destoarmos das outras notas, seremos apenas mais um ponto de desequilíbrio. Nós somos como as notas, que são únicas, mas precisam uma das outras, para criar a melodia!
 
O momento requer a reflexão sobre quem somos. Na vida, o que realmente possuímos? Quem nós cativamos? Quem ou o que abandonamos? O que colhemos? E o que plantamos? O que carregamos dentro do nosso conteúdo moral? E o que levaremos na nossa bagagem espiritual? No fim, entre inúmeros questionamentos sobre as vicissitudes da vida, sobrará apenas a nossa essência rodeada por virtudes e não-virtudes adquiridas ao longo da nossa existência.
 
Para um mundo melhor, no ano que se inicia, é fundamental que haja amor e respeito ao próximo. Princípios estes que devem ser desenvolvidos com as crianças, os idosos e entre todos nós, seres adultos e irmãos em espírito.
 
Vamos tratar as crianças com mais carinho e tolerância. Ouvindo-as mais e contestando menos as suas atitudes. As crianças são capazes de trazer mais alegria ao lar e quebrar a seriedade existente entre os adultos. Deixe que as crianças tragam mais luz para sua casa,  mostrando o quanto pode ser graciosa e divertida a sensação de descobrir e experimentar coisas novas na vida.
 
Com os idosos é necessária a compaixão e a paciência. De fato, muitos idosos já semearam discórdia durante a juventude, principalmente entre os seus familiares, mas isso não justifica o ato de abandoná-los ou maltratá-los.  Eles são a nossa representação no futuro. Por isso não façamos a eles o que, um dia, não gostaríamos que fizessem conosco.
 
Que o ser humano tenha mais amor, mais atitudes de doação e menos egocentrismo. Quando o homem apenas deseja a realização de seus objetivos pessoais, o seu mundo torna-se limitado, fecha a sua consciência e inibe o aparecimento de inúmeras oportunidades de crescimento e enriquecimento da alma que a vida pode lhe trazer.
 
A luz, que equilibra a vida universal, nasce das nossas escolhas, das nossas atitudes, dos nossos gestos, das palavras que proferimos, do AMOR contido em nós. Purifique sua mente, seu corpo e seu coração e prepare-se para ser mais uma peça na construção de um mundo melhor!
 
Por UCNF

segunda-feira, 18 de março de 2013

A face do amor oculta sob as atitudes do mal

Atualmente a sociedade se depara com o grande desafio de conviver com a violência. Noticiários geram medo e aflição entre as famílias e mostram que as relações humanas estão cada vez mais perigosas. A promoção das atitudes agressivas do homem pelos meios de comunicação transformou-se em método de coerção, inibindo a aproximação entre os homens devido ao aumento do nível de insegurança e desconfiança com relação às atitudes do próximo. Os atos violentos nos fazem refletir se realmente é possível desenvolver o amor com a humanidade. Será que nós somos verdadeiramente capazes de amar as pessoas que contribuem com a disseminação do mal sobre o planeta? De onde nasceu o mal e porque ele se torna mais presente?
 
O evangelho de Jesus ensina: “Amar os outros como a ti mesmo”. Esse é um dos ensinamentos mais preciosos do nosso Mestre. A sua orientação é totalmente cabível e necessária para compreender e aceitar as atitudes dos nossos irmãos. Acima do bem e do mal há um amor compreensivo, que não enxerga o homem apenas por seus atos ou por seu aspecto físico. O amor de Jesus ensina a olhar além do que é apenas visível aos olhos, nos instrui a desenvolver a sensibilidade espiritual, e desse modo, possamos ter a capacidade de amar a essência do nosso irmão, amar a origem da sua criação e amar-nos com um único ser, unidos a Deus.
Pensamos então: de onde vem à maldade que tanto tememos? Essa maldade que segrega as nações e promove guerras, que destrói famílias e causam feridas; que nos distanciam do propósito de Jesus em desenvolvermos o amor incondicional. Talvez não consigamos compreender a existência do mal porque não estamos preparados para aceitá-lo, e para descobrir os motivos que o leva a existir. Fugimos do mal para não encarar a sua presença! Se partimos do princípio que estamos todos conectados, pois somos filhos da mesma origem, o que justifica pensar que o mal é algo totalmente separado de nós? Se somos a imagem e semelhança de Deus, somos também a imagem e semelhança dos nossos irmãos. Pertencemos ao mesmo fluxo de energia criadora, e após a nossa criação permanecemos emanando essa energia através dos nossos pensamentos e da nossa conduta. Em suma, se estamos habituados a emanar ondas de negatividade, contribuímos com o surgimento das ações negativas em qualquer espaço do planeta.
 
Nenhum ser humano nasce programado para praticar a maldade, assim como nenhuma alma recém-criada pela essência divina, carrega em seu DNA espiritual a tendência para a má índole. A maldade é apenas o desvio do caminho que foi traçado com base nas leis do amor. Quem atua com maldade, na verdade, apenas se desvia de um percurso criado integralmente dentro dos preceitos crísticos. É necessário compreender que a razão maior para a existência do homem é o amor, pois ele é uma virtude enraizada em qualquer ser humano independente das suas atitudes.
O maior gerador da maldade é a dor e vice-versa. Muitos homens escolhem fugir da dor, praticando o mal. Quando percebem que a vida tem lhes trazido sofrimento, eles revidam através da revolta somada ao ódio e a necessidade de vingança. E assim, se desviam do caminho amoroso traçado pelas suas almas para torna-se algozes, provocando dores similares as suas.  Dores que, pelo seu livre arbítrio, se recusaram a compreender.
A sociedade é formada por uma grande rede, e nós somos os pontos de conexão que se ramificam em direção a outros pontos, criando uma grande tela de sintonização energética. Infelizmente a violência também está inserida nessa rede, assim como as pessoas que a promovem. As leis terrenas teoricamente garantem a reclusão de qualquer individuo que demonstre perigo para os outros membros da cadeia social. Contudo, essas leis se responsabilizam apenas por garantir a saída do individuo perigoso da sociedade, com base na justificativa de “cortar o mal pela raiz”, porém não se preocupa em prepará-lo moralmente para voltar a viver nessa grande rede.
Os seres encarnados que habitam a Terra ainda estão dando passos muito lentos em direção à aceitação e compreensão necessárias ao acolhimento dos indivíduos que se desviaram do seu caminho de luz. O julgamento que fazemos com relação às atitudes negativas dos nossos irmãos, impede a oportunidade de amá-los do jeito que são e de reeducá-los dentro dos conceitos crísticos. Deixamos de lado o exercício do perdão para alimentar a cultura da exclusão, que impera na sociedade atual.
Nas esferas espirituais superiores, o acolhimento do mal e sua transmutação para o bem é visto como uma manifestação belíssima de amor ao próximo. A todo instante milhares de grupos de trabalhadores da luz vão em direção as zonas das trevas para buscar os seres envolvidos pelas correntes do mal. Esse trabalho tão laborioso faz iluminar a alma terrena! Cada resgate que é feito no âmbito das sombras, revela mais um coração portador do amor de Deus, que estava escondido no desespero da sua dor, afugentando-se na maldade.
Todo ser humano está dentro de uma linha de evolução voltada sempre para progressão e nunca para a regressão. O processo evolutivo é contínuo na direção horizontal, porém oscila sobre interferências verticais. Nossa trajetória sempre será progressiva, mesmo mediante as quedas e ascensões vividas pelo espirito. Em nossa caminhada experimentamos o caos e também a paz angelical, caímos em abismos e também ascendemos aos céus. Estamos pulando entre a polaridade positiva e negativa do nosso ser, mas sempre com o destino para evolução.
O ponto final (ou de início?) para a longa viagem do nosso espirito está localizado no ambiente espiritual, numa esfera tão sutil que será apenas formada através do encontro do amor divino entre todos os seres. Tornaremos-nos a expressão do amor puro em sua forma energética. Pois o amor é o fundamento que explica a existência de todas as coisas no Universo e representa a energia vital para a alma. O mal é apenas um estado experimental! É a escolha que se faz, para seguir um caminho mais árduo e mais longo até a união do Amor Universal.
Devemos buscar esse amor nas relações construídas na terceira dimensão. O mal esconde em seu íntimo a amorosa chama de Deus. Estamos no período de transição para uma Nova Era! Este é o momento de ajudarmos os nossos irmãos a retirar a máscara do mal e mostrá-los, em essência, no espelho da verdade. Que possamos ter a compreensão da nossa responsabilidade sobre o equilíbrio da paz no planeta. Não adianta apenas apontar a violência e a negatividade que circula entre os homens. Temos que participar de corpo e alma no regate do amor eternizado no coração da humanidade!
Por UCNF