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segunda-feira, 4 de março de 2013

Reavalie seu caminho

As religiões cristãs são palco para inúmeras interpretações a respeito do seu livro sagrado: a Bíblia. Fiéis mais ortodoxos defendem a ferro e fogo as interpretações que estão ao seu alcance. Com isso questões secundárias tomam tamanha proporção que chegam a causar diversos conflitos. E dessa forma as pessoas se isolam entre comuns, criando uma zona de conforto e desenvolvendo a convicção de que não há sabedoria em outros locais. Ilusoriamente irmãos passam a ser somente aqueles que frequentam o mesmo templo. E assim nos fechamos. Qualquer coisa que nos tire dessa zona de conforto causa irritação, ansiedade. Nos esquecemos que a família terrena é uma só. Não se restringe a religiosos e/ou pessoas de boa fé. Todos somos irmãos e todos estamos ligados por essa teia que é a vida. Em meio a tantas interpretações e convicções em supostas verdades absolutas, muitos ficam perdidos sem saber no que acreditar, sem saber quem porta a verdade ou pior, crendo cegamente em uma suposta verdade absoluta.
 
Há casos graves, em que pessoas em posições de destaque, formadores de opinião, pregam o desamor e o preconceito, com críticas infundadas. Propagam uma ideia contrária aos ensinamentos sagrados, talvez em uma atitude fanática alimentada pelo medo. Precisamos avaliar a que tipos de atitudes nossas crenças nos levam e reavaliar, constantemente, nossos atos e pensamentos, observando o uso que estamos fazendo dos ensinamentos recebidos.
 
Não basta dizer que aceita Jesus e crer que ele é uma espécie de “propriedade” de um grupo. É necessário permitir ser tocado verdadeiramente pelas suas palavras e reconhecer as próprias limitações, desenvolver o autoconhecimento e utilizar isso para a própria evolução. Desenvolver o amor, apesar de todas as dificuldades. Oferecer a outra face, apesar de todas as dificuldades. Perdoar! Refletir e agir, consciente do caminho que se escolhe!
 
 
Dizemo-lhes que ninguém nesse planeta conhece essa tal verdade por completo, mas é possível e necessário avaliarmos o caminho que estamos percorrendo. Quando a mensagem pregada nos leva a sentimentos de medo, ansiedade e preconceitos de quaisquer tipos, precisamos reavaliar as nossas crenças. Por outro lado, se ao entrar em contato com uma mensagem percebermos aflorar emoções e sentimentos que nos proporcionem um bem-estar interior, como o amor fraterno, a compaixão, a benevolência, a tolerância, podemos ter a certeza de que esse é o caminho certo.
 
Por UCNF

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O que significa ser "cristão"?

Vivemos um momento em que toda tentativa de criação de algo novo, de transformação de padrões, acaba sendo capturada pelo capital e se torna mercadoria. Com a religião não acontece de forma diferente. Ela se encontra hoje imersa nessa lógica capitalista e tal imersão diz respeito não só a venda dos mais diversos produtos (CD's, livros, terços, imagens, etc), mas também a esse mercado de fiéis que foi criado.

Hoje há um conceito chamado fidelização. As empresas precisam conquistar mercado, conquistar clientes e trabalhar para mantê-los, utilizando para isso diversos artifícios. Nesse contexto podemos perceber que as instituições religiosas tem atuado como empresas. Há um trabalho para conquistar cada vez mais fiéis e para mantê-los dentro da instituição. Os artifícios utilizados? Os mais variados possíveis, passando pelo medo, pela ganância, por interesses pessoais de aquisição de algo (mesmo que seja adquirir a salvação) e também por ensinamentos que realmente levam a uma melhora de si. Dessa forma, aqueles que fazem parte daquela determinada religião se sentem bem, acreditam que os ensinamentos foram positivos em sua vida (e de fato foram, pois toda religião traz ensinamentos importantes e provoca mudanças) e, querendo aquele bem para outras pessoas, as convida para participar das reuniões e para se tornar mais um naquele meio. Se pensarmos a partir de um ponto de vista individual, estaremos diante de uma atitude altruísta, de benevolência. Agora, se observarmos o todo, perceberemos que a fidelização foi bem sucedida. “Estamos ganhando mercado!”


É nesse contexto que surgem disputas, que surgem pensamentos a respeito de uma religião ser melhor que outra, tomando isso como verdade absoluta. Mas essa questão é muito mais subjetiva. Pode sim haver uma religião melhor, mas é a melhor para mim no meu atual momento de vida. Para outra pessoa, outra religião poderá ser melhor. Para mim, em outro momento, também poderá ser diferente. Porém cria-se um ambiente de disputa, de concorrência, e nele o título "cristão" começa a ganhar pretensos donos. Começa-se a acreditar que somente aqueles iguais, que compartilham de uma mesma crença, podem assim se denominar. Mas como isso é determinado? Pela forma como a Bíblia é interpretada?Por exemplo, em algumas igrejas evangélicas há uma prática que é a seguinte: após ser feita a pregação a respeito de algum tema, pautado nos versículos bíblicos, fala-se a respeito de Jesus ter vindo para nos salvar, tendo sido o sacrifício que levou ao fim daquela sua existência uma forma de redimir os nossos pecados. Mas, para termos nossos pecados perdoados, teríamos que aceitar Jesus. Então, nesse momento é realizado o convite: “quem aceita Jesus pode vir aqui a frente”. Por vezes isso parece também um ato de coação. Será que talvez não haja alguém que se dirige a frente da igreja por medo de não ser salvo? Mas também precisamos considerar que muitas pessoas realmente se sentem tocadas por aqueles ensinamentos e percebem ali novas possibilidades de vida. E aqui vem a pergunta: basta dizer-se cristão?

Temos aqui no Brasil uma variedade de religiões ditas cristãs, com algumas diferenças entre si, e até bastante contundentes. Muitos se prendem a essas diferenças para dizer: “ah somente nós seremos salvos, porque conhecemos a verdade”. Uma interpretação de mundo aqui é tomada como verdade e deixa-se cair no esquecimento o fato de que todos nós, humanos, somos por demais imperfeitos para compreender essa suposta verdade. Peguemos o que pode ser considerado o principal ensinamento de Jesus: o amor incondicional. Apesar de todas as divergências dogmáticas, o ensinamento de amor está lá, mesmo em religiões que não se denominam cristãs. Talvez possamos estabelecer certo filtro para nos intitularmos dessa forma e esse filtro seria justamente o amor. Se não possível a sua prática em todo momento de nossas vidas (o que é muito difícil em função de toda nossa imperfeição), pelo menos o interesse em por em prática, a tentativa de agir com amor, independente do que aconteça, o cultivo desse sentimento. Poderíamos dizer que esse seria um comportamento digno do nome. E é no comportamento cotidiano, fora dos muros de uma instituição religiosa, que você poderá se dizer ou não cristão. Não basta dizer que aceita Jesus, ir a Igreja todo domingo ou assistir palestras e ler muitos livros e não colocar nada em prática, se esquecer de que os ensinamentos são para a vida. Jesus pode sim ter nos oferecido a salvação, nos mostrando o caminho a ser seguido. O trabalho que diz respeito a ser Cristão não é simples. Precisamos manter a vigilância e vencer a nós mesmos, tentando ultrapassar nossas imperfeições e seguir o caminho do amor.

E como o amor, muitos outros sentimentos existem e precisam ser assimilados e vivenciados, não apenas como regras, mas a partir da compreensão de que são importantes para o bem comum, para o bem do planeta. Que seja também possível ter sabedoria para avaliar as diferenças subjetivas e não entender o bem para o outro como algo imposto a partir de crenças pessoais. A harmonia e o bem estar são consequências de atitudes de amor, respeito, paz, compreensão.

Que saibamos viver como irmãos, independente dos muros que nos cercam, até o momento em que os muros possam realmente ser desfeitos.

Por UCNF

domingo, 8 de julho de 2012

Ressurreição e reencarnação: uma relação de complementaridade

Uma das grandes rupturas dentro do Cristianismo diz respeito ao pós-morte. Discussões calorosas ganham destaque a esse respeito – cada um expõe a sua verdade sem ao menos abrir espaço para uma réplica. Reencarnação e ressurreição ganham conotações completamente contraditórias em mentes que não procuram se abrir para tentar perceber outras possibilidades.

Porém, paremos para analisar um fato: uma ideia não nasce do nada, ela é a representação de algo. Muitas vezes isso não é consciente, mas as ideias são representações. As grandes descobertas científicas são formas de concepção de mundo e de utilização de ferramentas oferecidas por ele.

Católicos e protestantes atacam a ideia da reencarnação, por outro lado há pessoas dentro desses contextos que aceitam essa possibilidade, porém sem entender bem do que se trata, quase como uma coisa mitológica, algo impregnado numa cultura. Mas a ideia é aceita por muitos e isso pode ser uma possibilidade de diálogo. Há também seguidores de uma vertente espírita que veem a ressurreição como uma coisa irreal, impossível, mágica. Enquanto há outros que conseguem ver através desse preconceito que se cria.

Com isso percebemos que extremismos tornam inviável qualquer possibilidade de diálogo e de construção de algo novo. Precisamos buscar o caminho do meio, o ponto de equilíbrio. Ouvir procurando deixar de lado nossos pré-conceitos. E aqui é possível ter um ou outro entendimento. O ser humano é plural, o universo é plural, logo, os entendimentos não serão unos. Mas, lhes fazemos um convite: pensemos a respeito desses conceitos.

A reencarnação diz respeito à possibilidade de nascermos de novo em outro momento, em outro lugar, em outro corpo... Ela nos possibilita traçar nosso caminho evolutivo. Todas as lições que podemos aprender em uma vida seriam multiplicadas por várias vidas. Vidas que vão lapidando-nos. A cada experiência, novos aprendizados. Sejam elas quaisquer experiências: de sofrimento, amor, alegria, dor, perda, construção, desconstrução, causar prejuízo ou sofrimento a outrem, enfim, todas as infinitas possibilidades experimentadas. Delas tiramos nossas lições e nos tornamos algo novo a cada momento. Levamos muito tempo, mas podemos sair de pontos de total ignorância e ir a pontos ainda inimagináveis para nós. A cada aprendizado, a cada tentativa de tornarmo-nos seres melhores sentimos maior leveza, uma vibração cada vez mais sutil, caminhamos em direção ao Pai.

E a ressurreição? Esta vem de ressurgir. Aqui talvez seja um equívoco a ideia de que o corpo ressurja. Essa ressurreição é do espírito! Após alguns ciclos reencarnatórios podemos ressurgir como algo novo, como um ser mais evoluído, que poderá estar nessa sintonia com o Cristo. Mas sem a reencarnação, como seria a ressurreição possível? Precisamos dessa lapidação de nosso ser.


Os conceitos são complementares. Ambos são bíblicos, embora muitos ainda insistam em não perceber. Então cristãos, unam-se! E unam também a si todos os outros irmãos, não impondo sua crença, mas utilizando as diferenças para o crescimento de todos. Não há ninguém nesse mundo com absoluta razão. Não há ninguém nesse mundo que saiba tudo. A ferramenta mais importante que temos é o amor. Procure ver sob a ótica do amor e veja dissolverem-se os padrões desnecessários e rígidos que acabamos criando para nós mesmos!

UCNF

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Desmistificando a oração e a prece

"Sabemos que a oração quando sincera possui uma força imensurável e seus efeitos não são apenas uma ilusão criada pela nossa mente consciente. Os resultados da oração são palpáveis, gerando um aumento do padrão vibratório, destruindo formas-pensamento negativas, proporcionando bem estar e equilíbrio, entre diversos outros benefícios.

Desde o início da humanidade as pessoas sentiram a necessidade de conexão com o Criador, a fim de encontrar paz interior, compreendendo a razão da existência, isso em todas as religiões. Mestre Osho disse “Eu também sugiro a prece, mas que ela seja apenas um fenômeno de energia”.



A frase acima demonstra que a oração também é energia, como tudo que existe no Universo e, a chave do sucesso está em saber orar, não havendo necessidade de se ter uma crença religiosa em específico.

Podemos nos conectar com o Criador, com nosso Eu Superior, através de uma religião ou não; por meio de uma prece, meditação, reiki, silêncio, em contato com a natureza, com um animal de estimação, entre tantos outros métodos, todos eficazes. A oração tem o poder de nos deixar conectados com nossa essência, afastando assim interferências externas, de encarnados e desencarnados.

Contudo, quando oramos, seja para agradecer ou para pedir algo, devemos evitar a lamentação, afastar da mente os pensamentos negativos, de vitimização. Não nos enganemos tentando comover Deus ou nosso mentor espiritual, pois nos é respondido energeticamente, ou seja de acordo com o que sentimentos e pensamos no momento de orar. Para nos conectarmos com a Fonte precisamos estar em equilíbrio com nós mesmos e com os outros. É preciso sentir amor, sentir paz e gratidão.

Para orar é preciso humildade. Não se sentir como um mendigo, implorando. Somos merecedores sim! É preciso ainda, gratidão. Se acreditamos que somos vítimas indefesas, sujeitas à vontade alheia e do Criador, não obteremos nada positivo e, nossa oração, que é uma forma de energia, será em vão. É necessário focar no desejo, conscientes que nossos anseios e dos próximos se concretizarão.

Muitas pessoas fazem suas orações e não compreendem porque seus pedidos não são alcançados, porém, na hora de pedir, lamentam, criticam, reclamam. Acreditam que haverá uma injustiça se não alcançarem o que pedem.

É imprescindível compreender que a fé cega não melhora a vida de ninguém. Fazer orações decoradas, com o pensamento desconectado, irritada com a vida ou terceiros, traz prejuízos e não benefícios, pois torna nossa vibração densa, nos tornando alvo de irmãos inferiores.

Ademais, é preciso prestar atenção se o pedido nos auxilia na evolução ou se não tem apenas interesses egoísticos. Muitas vezes a meta não é alcançada, pois nos afastaria de nossa missão pessoal e o mundo espiritual é muito sábio.

Traçar metas, fazer pedidos não é errado, temos que pedir amor, conexão paz e também prosperidade. Não há nada de errado em pedir, pois Deus quer nos ver prósperos e felizes. Porém, se emito energia de lamentação, de vitimização, isso que receberei. É simples.

Desta forma, reserve um tempo do seu dia para se conectar com sua essência, para acalmar a mente, agradecer e focar nos seus desejos e metas. Tudo é possível desde que estejamos com amor no coração e com uma postura de gratitude permanente. Inundados de sentimentos elevados saberemos escolher e pedir o que nos aproxima dos seres iluminados e do nosso propósito de evolução da alma."


Autor desconhecido
Fonte: www.luzdaserra.com.br
Título Original: "Oração com lamentação não funciona"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A reencarnação e a graça divina


"Recordo-me que, nos meus tempos de adolescente, aprendi na igreja que a crença na reencarnação seria uma negação da cruz de Cristo e uma mentira diabólica para as pessoas irem para o "inferno". Ensinaram-me que pelo fato dos espíritas acreditarem ser preciso renascer outras vezes num corpo físico estariam eles rejeitando a salvação proposta por Deus através da graça. Esta, conforme me diziam, só seria alcançada mediante a aceitação do sacrifício substitutivo de Jesus acompanhada de um arrependimento sincero de pecados mais uma confissão pública de fé, a qual então se confirmaria pelo batismo nas águas e por atos condizentes com uma vida regenerada.


Com o passar do tempo, vim a compreender que tinha uma visão muito empobrecida da graça de Deus. Questões sobre como se "salvariam" aqueles aos quais jamais foi anunciado o Evangelho de Cristo (ou da Igreja) permaneciam em aberto. Também em relação aos israelitas que viveram antes de Jesus nascer pairava outra dúvida já que eles desconheciam o salvador e tinham uma concepção messiânica distinta do que consta na doutrina baseada no cânon oficial do Novo Testamento.

Ora, mas será que Deus seria capaz de mandar a alma de uma pessoa para o "inferno", destinando-a a sofrer eternamente, só porque ela não escutou o discurso salvífico de um crente ou deixou de compreender a mensagem que lhe foi pregada a ponto de ir à frente da congregação quando o pastor fez o apelo no fim do culto? Que divindade sádica e injusta seria esta inventada pelos cristãos fundamentalistas que condenaria a própria criação pra assar num lago de chamas?!

Felizmente a própria vida e a realidade complexa das coisas vieram a me ensinar sobre o quanto a graça divina é rica para com todos, indo muito além da nossa compreensão restrita. Pois tal graça opera independentemente da ação ministerial daqueles que se consideram portadores das boas notícias salvíficas e alcança a todos os seres na condição em que cada um se encontra. E aí pouco importam as nossas convicções pessoais sobre a Divindade ou qual o conjunto de crenças de cada indivíduo.

Neste sentido, hoje admito não só a salvação dos reencarnacionistas como também penso que eles estão debaixo da cobertura da graça de Deus. Nem mesmo aqueles que seguem a corrente científica da conscienciologia fundada pelo médico Waldo Vieira e que negam a religião, baseando-se em estudos sobre o parapsiquismo e aplicando às suas pesquisas aquilo que chamam de "princípio da descrença".

Admitindo como mera hipótese a reencarnação, apenas para fins de raciocínio e reflexões, pergunto se, neste caso, uma Inteligência Superior não estaria por trás de todo o sistema existencial crido pelos espíritas e outras inúmeras tradições religiosas do planeta? Pois, se as pessoas normalmente nascem, crescem, reproduzem, envelhecem, morrem e depois retornariam renascendo em outro corpo, quem estaria regendo todo este ciclo acima da vontade pessoal de cada um? Como conceber a existência de um sistema que seria anterior ao homem sem admitir a existência de Deus?

Outrossim, por mais que muitos tentem negar, eu vejo a operação da graça dentro da visão reencarnacionista e que jamais seria anulada pelo carma. Porque mesmo que a consciência desencarnada precise retornar à Terra para poder evoluir, tentar reparar o mal que fez ao outro na vida passada ou então simplesmente compreender mais um pouco sobre si mesma, estaria a graça ausente? E aí, se pensarmos bem, Deus, na visão de muitos espíritas, torna-se até mais gracioso do que nas palavras arrogantes de certos pastores evangélicos que tentam fazer do Evangelho uma coação baseando-se em partes da Bíblia para que seus ouvintes "aceitem Jesus":

"Céu ou inferno? Onde você vai querer passar o resto da eternidade?"

Todavia, tenho uma questão que vai contra o que a maioria dos evangélicos fala e também em relação ao que vários espíritas dizem de outra maneira. Entre estes, há quem afirme ser a Terra um lugar de sofrimentos, pelo que nós estaríamos aqui porque precisaríamos sofrer o carma de vidas passadas. E, por sua vez, tem predominado no meio evangélico a noção de que o mundo em breve vai acabar e só nos restaria esperar por uma nova Terra. Só que eu sou radicalmente contra estes pensamentos pois são concepções que não buscam considerar o lado bom da vida aqui no presente e projetam a felicidade humana para um momento futuro.

É nessas horas que o Evangelho do Reino de Deus cai como uma luva para as nossas necessidades verdadeiras afim de convocar a humanidade inteira para que transforme a triste realidade na qual ela se encontra hoje. O Evangelho que considera a graça nos seus múltiplos aspectos busca é dialogar com cada religião e cultura diferente afim de instigar uma transformação social unida à espiritualidade, confirmando aquela frase da criação que, com frequência, é repetida no capítulo um de Gênesis:

"Deus viu que isso era bom".

Para abraçar o Evangelho do Reino não é preciso tornar-se cristão e nem aceitar um conjunto de crenças religiosas. Até a Bíblia torna-se dispensável por mais que ela contenha valiosíssimos ensinamentos. Porque basta que o homem compreenda a importância de contribuir para a transformação do planeta e encontre dentro de si mesmo a paz, sabendo que é amado por Deus incondicionalmente, sem precisar dar nada em troca. Nem mesmo a sua fé Nele.

Concluindo, se existe reencarnação ou não, trata-se de um mistério que pouco deve nos importar. Por alguma razão maior a fisicalidade oculta do homem os caminhos pelos quais percorre a alma, ainda que alguns tenham suas experiências subjetivas do mundo espiritual por meio de fenômenos paranormais. Porém creio que basta a revelação da instrução divina para que a ponhamos em prática e assim estejamos bem aqui, sendo que é nesta vida que precisaremos tomar atitudes aprendendo a ser felizes em harmonia com o bem estar do próximo.

Que a graça de Deus seja com todos!"

Autor: Rodrigo P. A. da Luz