segunda-feira, 15 de abril de 2013

Identificando diferentes aspectos do amor

Hoje em dia todos falam de amor, os espiritualistas atuais focam o amor como sendo o sentimento básico para justificar nossa existência e afirmam que ele é a base nossa felicidade. De fato é assim, mas o que seria o amor em uma análise mais apurada e mais minuciosa? E como identificá-lo para que, assim que detectado, possa permanecer pelo maior tempo possível de forma contínua em nosso ser? Enfim, como ter uma maior percepção do amor?
 
Estamos inseridos na dimensão física, ou a terceira dimensão, na qual é necessário que as coisas tomem forma e movimento para que sejam manifestadas e captadas pelos sentidos do observador. A física quântica dá um passo além afirmando que a realidade observada é composta necessariamente pelo observador, que se torna um com o fenômeno manifestado. Podemos tentar de muitas formas fugir dessa dimensão que aprisiona nossa alma, mas de um jeito ou de outro, voltamos sempre para essa densa realidade. Será que o objetivo é realmente “sairmos” desse cenário físico? Ou devemos encenar nossos respectivos papéis nesse teatro material, assim como no espiritual?
 
Concluindo que devemos encarar o desafio da terceira dimensão, temos também que trabalhar com o fato de que somos seres espirituais e essa natureza intrínseca se manifesta concomitantemente e de forma integrada aos nossos compromissos físicos. Em suma, nenhuma análise do Eu pode se dar satisfatoriamente sem levar em consideração a multiplicidade das dimensões nas quais ele atua. É um jogo de equilíbrio das nossas ideias, palavras e ações. Quanto mais nos aprofundamos em um determinado assunto, mais aprendemos sobre ele, porém igualmente mais limitamos a compreensão da realidade holística na qual ele está inserido. Por isso não devemos nunca nos afastar de um ponto de vista universal no exercício de compreensão das coisas.
 
O mais complicado na ciência do autoconhecimento é a afirmação de verdades. Eu não posso afirmar que a mente de outrem e, principalmente, o seu espírito devem funcionar de determinada forma sem que isso incorra em afastar esse processo da verdadeira realidade que aquela alma se encontra. Ou seja, devemos nos aprofundar, nos especializar, mas não muito. Na prática, mais importante que racionalizar a evolução espiritual que buscamos, é sentir a sutil presença e atuação das novas ideias que surgem em nosso ser, a intuição que nos move e nos dá prazer, mesmo que estejamos desacostumados a lhe dar atenção. No fundo, somos aquilo a que damos atenção. A atenção é o direcionamento que damos ao nosso sentir para aquilo que julgamos que nos iluminará naquele momento.
 
Voltando então à questão do amor, só conseguimos manifestar nosso amor àquilo que damos atenção. Então, por tabela, só podemos amar no agora. Aliás, só podemos nos manifestar de qualquer forma no agora. Mesmo que recordemos o passado, ou projetemos o futuro, estamos o fazendo no agora. Por essa lógica, podemos dizer que também sentimos raiva, ódio, rancor, tristeza, orgulho, etc, no agora. Mas tudo isso também pode ser considerado amor. Como? Por acaso deixamos de amar alguém quando lhe damos atenção suficiente para que seja digno de nosso ódio? Uma dispensa de energia tão grande assim para alguém deve significar que aquele alguém representa algo muito importante para nós. Isso não seria uma forma de amor? Não se diz que quando uma pessoa “não gosta” de outra, ela não fica falando mal dela, mas simplesmente a “esquece”? Isso é bem verídico. Quando direcionamos um feixe de energia para um ser, nos envolvemos com aquele ser, nos comprometemos com aquele ser. É assim que os laços cármicos são construídos. E “carma” significa “ação”, e a Criação age unicamente através do Amor.
 
 
O Universo está em expansão, Deus está em expansão, e Ele se manifesta em nós. Então, por essa lógica, não é de se concluir que nós também estamos em expansão? E, mais além, que somos nós que expandimos o Universo? Alguém pode perguntar: “mas se eu estou limitado a este planeta, como estou expandindo o Universo?” Construir materialmente resulta em uma movimentação de energia muito menor do que construir emocionalmente. Os sentimentos e emoções lidam com uma energia num grau de intensidade muito maior do que a energia que move os átomos da matéria da terceira dimensão. E as emoções, mesmo que não as possamos ver, ouvir ou tocar, geram formas, cores e sons em outras dimensões, em outros mundos-densidade nos quais atuamos simultaneamente a este no qual você lê essas palavras, e em uma abrangência muitíssimo maior.
 
O amor em um maior grau de pureza pertence a esses mundos que não vemos. Ele surge do nosso Eu superior que está presente nas mais altas esferas de Luz do Universo, e de lá vai descendo até tomar uma forma ou outra nesse plano material. Mas, às vezes ele não chega aqui embaixo, fica pairando em planos de densidade mais leves e sutis, mas ainda assim dentro de nós. É por isso que, por exemplo, sentimos um bem-estar inexplicável quando estamos com alguém. Não sabemos, em retribuição, expressar em palavras ou atos aquele bem-estar que o outro ser nos proporciona, seja humano, animal, vegetal, ou qualquer outro reino da natureza, mas ele está lá, plenamente existente.
 
Tendo uma noção do que o amor representa e de que forma ele atua em nós chegamos finalmente ao ponto principal, qual seja, de como potencializar suas consequências em benefício do todo. Se compreendemos que o amor é sutil e que desperta em nós sentimentos profundos de bem-estar e autoconhecimento e, com isso, nos conscientizamos de que nossa qualidade de vida se amplia, é reconhecendo que esse mesmo processo atua nos nossos semelhantes que conseguiremos ver neles o reflexo de nós mesmos. Quando nos conscientizarmos que a natureza de Deus se manifesta igualmente na experiência existencial de todos os seres, o amor puro proveniente dEle não encontrará obstáculos nessa grande rede de vida, podendo fluir em todas as direções e com toda a intensidade possível, que é ilimitada! Que alento divino é pensar que o Universo é a manifestação perfeita do infinito amor de Deus em constante expansão que flui através de nós, não é mesmo?
 
Para que sejamos nós mesmos vias desobstruídas por onde a energia divina possa fluir livremente, devemos identificar e manifestar o amor em todas as suas formas, desde as mais sutis, como sentimentos mudos de bem-querer sincero; até as mais densas, como beijos, abraços e ações de caridade para com o próximo. E, sobretudo, buscando o bem-estar, que é a fonte propulsora de toda essa engrenagem, o qual estará acessível a partir do momento em que aprendermos a amar verdadeiramente a nós mesmos. Somente assim poderemos cultivar e doar o nosso mais sagrado tesouro íntimo como contribuição ao crescimento da Criação Universal em benefício de todos os seres.

Por UCNF

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Por um mundo de Luz

Mais um ano se inicia e com ele surgirão todas as oportunidades que contribuirão com a renovação dos sentimentos de amor: a transformação do ego para um Eu coletivo; a sublimação dos sentidos humanos, desvencilhando-os dos instintos; a sutilização da alma e a busca pelos valores divinos em nós.
 
O tempo, que começa a se solidificar, requer a nossa mudança interna para que sejamos um reflexo das mudanças que desejamos no mundo. Se queremos a paz, façamos a paz em nossos lares. Façamos a paz no nosso mundo interior! Não se constrói uma obra grandiosa sem colocar os primeiros tijolos, formar as bases, sustentar os pilares e erguer as paredes. E assim também é com toda a construção positiva que desejamos para o mundo, somos nós os responsáveis por colocar os primeiros tijolos, a levantar as primeiras colunas...
 
O nascer de um novo ano permite ampliar as nossas consciências, desenvolver nossas aptidões racionais e conectá-las a nossa capacidade intuitiva, absorvendo toda a sabedoria que conquistamos ao extrair da dor o nosso amadurecimento. Ao perceber que as experiências que tivemos, sejam elas boas ou más, são apenas experiências, e o que conta é o modo como olhamos para elas, o quanto aprendemos com elas...
 
 
É tempo de percorrer novos caminhos, deixar as antigas trilhas que nos obrigam a nos esquivar pelos cantos. Procuremos por caminhos que nos deixem mais livres, mais soltos, mais abertos às novas descobertas. Agora é o momento de darmos os primeiros passos...
 
Vamos começar olhando a vida com outros olhos, observando o desenvolvimento da existência com os olhos do amor. Vendo de modo amável e compreensivo cada pessoa que compõe a nossa história, cada ser que foi colocado no nosso caminho, para nos transformar em seres únicos dentro de todas as criações de Deus.
 
O mundo que vivemos é composto por diferentes tons, como nos acordes musicais. Se vibrarmos juntos no mesmo ritmo, frequência e sintonia, poderemos fazer música, mas se destoarmos das outras notas, seremos apenas mais um ponto de desequilíbrio. Nós somos como as notas, que são únicas, mas precisam uma das outras, para criar a melodia!
 
O momento requer a reflexão sobre quem somos. Na vida, o que realmente possuímos? Quem nós cativamos? Quem ou o que abandonamos? O que colhemos? E o que plantamos? O que carregamos dentro do nosso conteúdo moral? E o que levaremos na nossa bagagem espiritual? No fim, entre inúmeros questionamentos sobre as vicissitudes da vida, sobrará apenas a nossa essência rodeada por virtudes e não-virtudes adquiridas ao longo da nossa existência.
 
Para um mundo melhor, no ano que se inicia, é fundamental que haja amor e respeito ao próximo. Princípios estes que devem ser desenvolvidos com as crianças, os idosos e entre todos nós, seres adultos e irmãos em espírito.
 
Vamos tratar as crianças com mais carinho e tolerância. Ouvindo-as mais e contestando menos as suas atitudes. As crianças são capazes de trazer mais alegria ao lar e quebrar a seriedade existente entre os adultos. Deixe que as crianças tragam mais luz para sua casa,  mostrando o quanto pode ser graciosa e divertida a sensação de descobrir e experimentar coisas novas na vida.
 
Com os idosos é necessária a compaixão e a paciência. De fato, muitos idosos já semearam discórdia durante a juventude, principalmente entre os seus familiares, mas isso não justifica o ato de abandoná-los ou maltratá-los.  Eles são a nossa representação no futuro. Por isso não façamos a eles o que, um dia, não gostaríamos que fizessem conosco.
 
Que o ser humano tenha mais amor, mais atitudes de doação e menos egocentrismo. Quando o homem apenas deseja a realização de seus objetivos pessoais, o seu mundo torna-se limitado, fecha a sua consciência e inibe o aparecimento de inúmeras oportunidades de crescimento e enriquecimento da alma que a vida pode lhe trazer.
 
A luz, que equilibra a vida universal, nasce das nossas escolhas, das nossas atitudes, dos nossos gestos, das palavras que proferimos, do AMOR contido em nós. Purifique sua mente, seu corpo e seu coração e prepare-se para ser mais uma peça na construção de um mundo melhor!
 
Por UCNF