segunda-feira, 14 de maio de 2012

Educação tradicional e valores espirituais para os jovens

Pergunta (14/05/2012): Olá Roger! Sou professora numa Escola Pública do Estado de São Paulo e muitas vezes fico pensando como despertar nos adolescentes o interesse para uma aprendizagem significativa. As deficiências são tantas que às vezes torna-se muito difícil.  Como uma educadora pode contribuir para a evolução destes jovens?  Eu tento fazer o possível para despertá-los para o estudo, mas confesso que poucos se dedicam. A prova são estes índices baixos que vemos nas avaliações! O que fazer?

Roger: Oi querida amiga, essa é uma das nossas principais preocupações também. No novo livro “Universalismo Crístico Avançado”, que será lançado em setembro desse ano, abordamos o tema com profundidade, dedicando a ele um capítulo exclusivo e diversas outras reflexões durante todo o livro.

Um dos principais pontos abordados diz respeito a estimularmos nos jovens o saudável hábito de filosofar, ao invés de apenas ensinarmos o conteúdo tradicional de forma mecânica, que, sem dúvida, é importante para a formação humana. Hoje em dia os homens parecem robôs, que são facilmente manipulados por instrumentos de manipulação de massas, pois não há reflexão sobre o aprendizado. Tudo porque a filosofia, o ato de pensar e chegar a conclusão por suas próprias reflexões, foi completamente abandonada do modelo educacional vigente. As escolas precisam resgatar o modelo educacional filosófico e reflexivo. Hoje em dia os alunos apenas decoram as matérias, sem “integrar o conhecimento”. Eles não compreendem o significado daquele saber para o seu desenvolvimento humano e espiritual.  Muitos nem lembram mais o que estudaram no ano seguinte, tornando-se adultos sem opinião própria e sem capacidade de conceber reflexões que poderiam ajudar muito em suas profissões e vidas.


Outro ponto que abordamos é que a educação familiar e a escolar são os alicerces máximos da boa formação do homem. A criança que recebe uma educação positiva e com bons valores, através dessas duas estruturas, tornar-se-á um adulto de sucesso e feliz. Precisamos preparar o terreno para as novas gerações que se sintonizarão naturalmente com a luz. Precisamos educá-las desde cedo para que vejam o caminho de paz e amor que devem seguir. Uma revolução na educação precisa ser iniciada. Esse é um dos principais papéis que o Universalismo Crístico defenderá quando estiver plenamente estruturado por todo o país. As novas gerações, de boa índole, se bem formadas desde a infância, estabelecerão na Terra a Nova Era.

Se nós desejamos perpetuar na Terra um elevado padrão de vida e desenvolvimento humano e espiritual, tornando os homens conscientes, livres e pacíficos, esse caminho encontra-se, sem dúvida alguma, na educação através de efetivos modelos de conscientização e despertamento. Ensinar os nossos filhos a pensarem e lhes oferecer conhecimento é a melhor herança que poderíamos dar a eles e ao mundo como um todo. Os pais e educadores devem perceber isso e ensinar e estimular nas crianças o que realmente importa. Não se consegue formar homens e mulheres valorosos por meio de elogios fúteis, focados no ego de cada um. Para isso é preciso incentivá-los a comportamentos e valores dignos.

Infelizmente esse espaço é muito pequeno para abordarmos com profundidade um tema tão importante como este. Mas logo, o livro “Universalismo Crístico Avançado” estará disponível para todos com dezenas de páginas a respeito desse tema.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Aborto de fetos anencéfalos


A Coluna “Roger Responde” é publicada toda segunda-feira no site www.universalismocristico.com.br. Roger Bottini Paranhos é autor do livro “Universalismo Crístico – O Futuro das Religiões”, que pode ser adquirido pelo site da Editora do Conhecimento: www.edconhecimento.com.br

"Pergunta (07/05/2012): Olá Roger, tudo bem? Você poderia me elucidar uma questão? Gostaria de saber qual a posição do Universalismo Crístico acerca da temática do aborto em bebês anencéfalos... Sou a favor da vida, mas quando entra em questão a vida da mãe, entro em conflito... Você poderia me ajudar a clarificar essa questão que me afeta tanto o íntimo? Afinal, tendo a mãe risco de vida, ela não deve ser preservada?

Roger: amigos, recebi dezenas de emails a respeito dessa questão que foi aprovada no STF faz poucas semanas. Vale ressaltar que foi aprovado o direito de realizar o aborto, e não a sua obrigatoriedade. O livre arbítrio de cada um, nosso direito mais precioso, está preservado. No entanto, vale algumas considerações para que seja tomada a decisão consciente.

Esse é um assunto muito delicado e que devemos opinar com prudência. Na compreensão que tenho das coisas que me foram passadas até hoje pelos mestres, entendo que o aborto só deve ser realizado quando existir risco de morte da mãe. Se for esse o caso, indiscutivelmente sou favorável a realização do aborto. Caso não seja esse o caso,  sou contra até mesmo ao aborto em situações de estupro que não haja risco de morte para a mãe.  A experiência na vida humana é um campo de aprendizado de Deus, e não obra do acaso. Não vivemos situações as quais não necessitamos passar. Colhemos o que plantamos e vivemos segundo a lei de “ação e reação”. A gestação de um filho concebido em um ato de estupro ou com deficiências pode resultar na encarnação de um espírito iluminado que irá trazer grande aprendizado para os pais e para o meio onde viverá. Não devemos nos focar somente na “casca” e/ou na situação trágica da concepção.

Logo, nada ocorre por acaso. A gestação de anencéfalos trata-se de um aprendizado para os pais e um processo de retificação cármica para o espírito que está ligado a esse corpo em formação, com o objetivo de reconstruir o seu corpo perispiritual degradado devido a algum ato destrutivo ou de suicídio.  Nessas situações, geralmente os pais e o nascituro estão ligados por laços cármicos, e é um gesto de generosidade dos genitores acolhe-lo até o momento de sua inevitável morte prematura, permitindo assim a reconfiguração de seu corpo perispiritual através do molde físico transitório. E, também, essa gestação serve de instrumento para amenizar as dores de sua alma sofrida, através do amor que receberá de pais conscientes que lhe devem dirigir pensamentos e sentimentos de amor. Se não implica em risco direto de morte para mãe, por que não realizar o gesto generoso de vibrar com energias de amor para esse irmão que necessita de carinho e encontra-se acolhido em seu útero?


É um tema realmente difícil e delicado. E nós, espíritos encarnados, por mais contato que tenhamos com a Espiritualidade Superior, não temos todas as respostas e não somos senhores da Verdade. No entanto, creio que o gesto mais sensato e de acordo com a vontade divina é o de respeitar essa aparente “obra do acaso” com uma predisposição e determinação divinas de fazer o bem ao nosso semelhante, no caso, o feto anencéfalo.

Ninguém vive experiências as quais não necessita para seu aprendizado. Acreditar no acaso, é não crer na Inteligência divina. Infelizmente, a humanidade ainda vive muito distanciada do saber espiritual para compreender o quão importante é esse gesto de amor de permitir que essa gravidez siga o seu curso normal. A realidade espiritual ainda é invisível aos olhos dos leigos. Em minha opinião, a lei está certa em não ser proibitiva. Não somos mais crianças. O que falta em nossa humanidade é o desenvolvimento da consciência espiritual para saber decidir qual o caminho correto a seguir, com total liberdade para decidirmos os nossos atos.

Além disso tudo, achar natural o aborto de anencéfalos pode ser o primeiro passo para justificar o aborto de qualquer outras situações de gestações fora dos padrões da normalidade. E em breve poderemos até mesmo estarmos abrindo as portas para interromper, de forma aparentemente justificável, gestações de crianças que não nasçam loiras e de olhos azuis por meio de técnicas de engenharia genética. A defesa e aceitação natural do aborto, seja de que forma for, permite a humanidade inconsequente caminhar em direção a um pensamento nazista e típico dos magos negros atlantes, assim como narramos no livro “Atlântida – No reino das trevas”, onde se procurava dar oportunidades de reencarnação somente a filhos “ditos perfeitos”. Os demais deveriam ser eliminados."