terça-feira, 15 de novembro de 2011

Lucidez na emissão de pensamentos


"Toda mente tem um transmissor incomparável estruturado para emitir ondas longas ou curtas, metragem e microformas, com a sua linguagem específica, de acordo com as necessidades. Mesmo que queiramos, nunca conseguiremos parar de pensar, pois a mente é um dínamo sagrado ligado à suprema inteligência universal, pela qual flui, ininterruptamente, a vontade de Deus.


Procuremos analisar os pensamentos desde os seus princípios mais rudimentares, e notaremos que somente co-participamos, com muita eficiência, na sua engenhosa formação e transmissão de idéias. Contudo, quase somos realistas ao aceitarmos as nossas responsabilidades de ajudar na emissão dos pensamentos em direção aos nossos semelhantes.

Pensar é viver, e viver melhor é pensar conscientemente, fazendo o que nos toca com mais perfeição. A estupenda energia dos pensamentos cria formas admiráveis, alimenta uma gama de coisas sem precedentes, atuando em todas as linhas do metabolismo, harmonizando todos os mundos celulares, se sua formação congênita é o amor e a caridade em suas variadas extensões.

O espírito é o centro energético de atividades imensuráveis, reguladas por leis justas, de modo a manter o corpo na mais perfeita harmonia. Ele emite para suas formas diversas correntes sutis, potencializando todo o agregado do soma, tanto quanto dos corpos de mais alta freqüência vibratória. A projeção é feita pela mente, ante os canais sustentadores da vida. Reflitamos sobre o bem ou o mal que poderemos fazer, no uso daquilo que é mais sagrado na nossa vida - pensar, emitir idéias, e estas se consubstanciarem em valores pelo verbo, e este se identificar pela escrita, onde poderá se transformar em fonte sublimada para a paz da consciência e o bem de todos os semelhantes.

Vigiemos, pois, nossas emissões mentais. Todo esforço neste sentido é louvável, mesmo que não atinjamos totalmente a pureza desejada. Já é um pouco de luz a despontar no coração e na inteligência dos operários do bem, na reconstrução da personalidade envolvida no engano, por influência da ignorância, e para esse trabalho, divino por excelência, não é preciso nos reportarmos à puberdade do espírito, que está perdida na profusão do tempo e do espaço, porque a sua própria razão se esgota, quando tenta perceber a embriologia espiritual de si mesmo.

Avancemos com os conhecimentos que temos em mãos. Eles nos dão, mesmo na sua simplicidade, meios para iniciarmos os primeiros passos na grande escalada infinita da evolução. A mente só cria, igualmente, imagens compatíveis com a sua própria estrutura espiritual, na formação do eu. O Pai não Se esqueceu dos estabilizadores, de modo que as voltagens etéricas surgem no cenário do cérebro, conectadas no volume justo a ser suportado pelo ser pensante. Daí, é que ajustamos essa idéia aos ensinamentos do "Evangelho, que comenta, em certo trecho: "Não são colocados fardos pesados em ombros frágeis".

A massa encefálica é o topo da cruz humana, e nela se encrava um astro divino, que se manifesta, em parte, por acanhados sentidos; e as idéias oriundas dessa claridade semeiam vida por toda a lavoura biológica. E essa vida se expressa por escalas infinitas, de acordo com a sua maturidade, que é conhecida pelo que a alma pensa, pelo que faz, pelo que vive.

A nossa mente atinge todo o corpo físico através dos pensamentos, que encontram seus reatores nos variados plexos, para depois acionar as glândulas responsáveis por todo o conjunto orgânico. Se as emissões dos pensamentos forem boas, todo o templo do espírito estará em paz. Se não, sofreremos, hoje ou amanhã, as nefastas conseqüências causadas pelas invigilâncias do inquilino do corpo. Deveremos dar início, se não temos costume ainda, ao cultivo do amor, da alegria pura, das emoções superiores, da caridade e do perdão, da tolerância e da solidariedade para com todas as criaturas. Essas tentativas, por nós iniciadas, darão ensejo a um bom ambiente para a consciência interna nos ajudar a plasmar, no flóreo clarão divino que entra em nós, idéias de alta elevação espiritual, tornando-nos livres da velha sombra que nos acompanha há milênios, denominada ignorância."

Miramez

Fonte: http://www.comunidadeespirita.com.br

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Roger Responde: 100ª pergunta


100 – Pergunta (14/11/2011): Gostaria de saber o seu ponto de vista e dos espíritos que lhe auxiliam no plano superior, como Hermes, em relação a falta de religiosidade. Veja bem, o ser humano pode ter o coração cheio de amor, ser uma pessoa boa e pura de espírito, mas que não sente necessidade e não crê no Cristianismo. Muita documentação de mediunidade extracorporal (viagem astral) é feita voltada à religião, como se tudo girasse em torno de Deus, Jesus Cristo. Não basta ter amor no coração e fazer o bem? Supomos que existe um Deus que tudo vê. Este Deus não irá me acolher por eu ser uma pessoa boa mas não acreditar nele? Resumindo: Sou um cético espiritualista, que tem a mente aberta, coração cheio de amor e 0% religioso. Não acredito na bíblia. Acredito apenas na energia positiva(amor universal) e energia negativa(falta de amor). Pelo meu perfil, acredito que você tenha captado as dúvidas que me perseguem. Como são tratadas essas questões no plano espiritual (frequências mais altas)?

Roger: Hoje é um dia muito especial. (Pergunta entrou no site em 11/11/11 as 11:11) Estamos chegando a centésima pergunta respondida aqui nesse espaço. Um fato a se comemorar! Já temos um “livro” de informações adicionais à disposição dos leitores no site www.universalismocristico.com.br Divulguem aos seus contatos. Ainda hoje recebo muitas perguntas que já foram respondidas aqui de leitores que desconhecem essas informações complementares sobre os nossos livros e o projeto Universalismo Crístico na Terra. E para um dia especial, escolhi, também, uma pergunta bem especial, que creio ser de grande valia para o entendimento do trabalho que estamos realizando e, algumas vezes, é incompreendido devido a sua natureza independente das religiões.

Sim. Entendo a tua colocação e acho ela muito interessante e pertinente. O trabalho que estamos desenvolvendo, o Universalismo Crístico, tem por objetivo principal despertar a consciência espiritual nas pessoas, libertando-as da alienação, independente de terem ou não uma crença religiosa. As novas gerações, cada vez mais, se distanciarão do modelo religioso que conhecemos, de submissão a dogmas e rituais litúrgicos. As novas gerações não serão “servos de Deus”, e sim seus amados filhos; não se colocarão de joelhos perante Ele, mas sim sentarão à mesa com o Criador para trabalhar ao seu lado com o objetivo de promover o progresso de toda a Criação. No entanto, creio que a filosofia espiritual dos grandes avatares da Terra deve ser sempre estudada e praticada. As religiões e sua ritualística podem ser descartadas, mas a mensagem dos grandes mestres é o farol que nos conduz aos verdadeiros valores espirituais. E creio que o bom filósofo, mesmo que ateu, agnóstico ou cético, reconhece a grandeza filosófica e espiritual das mensagens de mestres como Jesus ou Buda.
A falta de religiosidade não é vista como problema nenhum pela Alta Espiritualidade. As religiões são organizações humanas, e não espirituais. O que Deus espera de nós é que “amemos os nossos semelhantes como a nós mesmos e não façamos aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem”, ou seja, exatamente o que tu colocas em tua pergunta. E o perfil que tu apresentas é o que chamo de “espiritualismo cientifico”, que busca, através de uma análise racional, identificar, comprovar e revelar a Espiritualidade no mundo físico. Algo de extremo valor nessas primeiras décadas do terceiro milênio.

No livro “Universalismo Crístico – O futuro das religiões”, afirmamos também que até mesmo céticos, ateus e agnósticos são bem vindos dentro da visão do Universalismo Crístico, desde que procurem estabelecer relações harmônicas com os seus semelhantes e o planeta. Em geral, as pessoas muito religiosas sofrem de “miopia espiritual”, suas mentes estão impregnadas por crenças em demasia, e muitas delas são bem distorcidas e fanatizadas, causando mais o mal do que o bem ao meio em que vivem, devido a defesas fervorosas de “verdades absolutas”, pois se consideram os “donos da verdade”, e, também, por causa de perseguições religiosas por não aceitarem as crenças alheias. Portanto, vejo com bons olhos os pesquisadores espirituais que buscam a Espiritualidade sem submeterem-se às religiões; promovendo o entendimento espiritual de forma sensata e com tolerância.

E esse será o perfil das novas gerações. Um dia uma mãe me procurou argumentando que seu filho, adolescente, não tinha Espiritualidade, pois o jovem não gostava quando ela realizava orações e o convocava para a prática do Evangelho no Lar. Conversando com ele, percebi que o problema não era a “conversa com os bons espíritos e com Deus”, mas sim a excessiva formalidade das “orações religiosas”. E o estudo da mensagem edificante de Jesus também não era o que o incomodava, mas sim a ritualística de ler o Evangelho ao “pé da letra”, cheio de formalidades e com uma linguagem antiquada, ao invés de fazer uma conversa descontraída sobre a mensagem de Jesus e a melhor forma de colocá-la em prática nas situações do cotidiano moderno.

Percebam, meus amigos, que uma nova consciência está surgindo com a chegada da geração do terceiro milênio. E precisamos nos adaptar a ela para melhor auxiliar a busca de Espiritualidade de nossos filhos e netos. Quem for contra essa tendência, vai perder a “conexão” com os seus filhos, fazendo-os se desligarem, também, da saudável busca espiritual. A ausência do aconselhamento paterno pode levar os filhos a caírem nas mãos das drogas e/ou outros caminhos sombrios.  A maior missão que temos para realizar nesse mundo não é sermos grandes médicos, advogados, professores, etc. Isso é importante também. Mas a nossa principal missão é educarmos bem os nossos filhos para que se tornem no futuro grandes homens e grandes mulheres, sedimentando em seus corações e mentes os verdadeiros valores da alma, independente das religiões e sua excessiva formalidade.

Religiões são apenas instrumentos para a compreensão de Deus, não são o próprio Deus. Jamais coloquem as religiões acima do amor aos seus semelhantes. Amem ao seu próximo, e não às religiões. Elas estão aqui para servir-nos, e não para sermos seus escravos. O plano espiritual superior fica mil vezes mais alegre com um ateu em harmonia com seus irmãos e o planeta, do que um religioso que vive escravizado aos seus rituais, dogmas e regras de comportamento, mas se esquece de realizar o seu papel para construir um mundo mais fraterno. No entanto, a prática do bem viver associada a consciência espiritual permite ao ser humano uma melhor experiência de aprendizado no campo dos valores espirituais. Aliar a prática dos bons valores à consciência espiritual é garantia de grandes conquistas espirituais e de uma verdadeira realização pessoal, encontrando a definitiva felicidade.