segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Buscando a felicidade dentro de si

Muitos buscam no exterior algo que não encontram dentro de si. Querem sempre estar no lado de fora, procurando por algo que preencha seu vazio interior. Desejam completar a parte perdida de si próprio, causada pela crença de que não é possível preencher-se apenas de si mesmo, e assim se condicionam a pensar: para que eu esteja inteiro falta em mim a parte que me faz feliz...
 
Por que muitos pensam que a felicidade é a conquista do que não se tem? Por que muitos colocam a felicidade como uma meta a ser batalhada? Por que a felicidade é vista como algo tão distante da nossa realidade, que apenas com milagres é possível obtê-la? O que é a felicidade? De onde ela nasce, e quanto tempo ela vive em nós?
 
A felicidade é um estado de prazer momentâneo ou duradouro, fácil de se obter, mas também fácil de perder; devido aos padrões negativos que adotamos. O que nos distancia da felicidade são as exigências que impomos para que ela venha fazer parte de nossas vidas. Desse modo, a condição torna-se o abismo entre nós e a felicidade tão almejada. Preenchemos então essa distância, com os “se’s” dos desejos que correspondidos nos farão felizes: - Serei feliz se tiver isso ou aquilo; se eu for assim, se as pessoas me amarem dessa maneira, se eu for aceito, se eu for bonito ou bonita... São tantas as condições que impomos para estarmos felizes que apenas nos resta o vazio de ser alguém insatisfatoriamente preenchido.
 
O fato é que olhamos para a felicidade com uma grandiosidade que na verdade ela não tem. Engrandecemos a felicidade a tal ponto que nos tornamos muito pequenos para abraçá-la. E assim, ela se torna algo maior que nós, além de nós... Dificultando ainda mais a nossa interação com esse sentimento.
 
Ser feliz é um ato simples, se partimos do principio que a felicidade é um estado de plenitude que nasce de um aprendizado satisfatoriamente vivido e absorvido. A felicidade esta inteiramente ligada à capacidade de aceitação e adaptação às diversas situações ao longo da nossa vida. Nesse sentido somos felizes quando nos entregamos de coração a experimentar qualquer circunstância, absorvendo do momento o melhor que ele é capaz de nos dar.
 
O estado de felicidade requer flexibilidade, aceitação e amor incondicional. Requer também a concentração nos fatos presentes ao invés de enaltecer os sonhos que nos fazem olhar em direção a um futuro incerto. A felicidade requer preparo e cuidado com o nosso corpo e com os nossos pensamentos. Pois, temos que estar bem, para então atrair situações felizes.
 
 
A felicidade não é um direito concedido a aqueles que possuem méritos, que nascem em berço de ouro ou que aparentemente não possuem problemas a serem resolvidos. Ser feliz é algo inato do ser humano, desde que este esteja livre do ego que predispõe condições para se ter felicidade.
 
A pseudo-felicidade conquistada por meios mesquinhos se dissolve com o tempo, pois devemos acreditar que as realizações verdadeiramente felizes vão além de nós, ao nosso próximo, beneficiando aqueles que estão ao nosso redor. Entendamos que todos os momentos felizes geram alegria e luz a se irradiar pra todos os seres.
 
Valorize e aprenda a eternizar os momentos felizes. Se acreditarmos que a felicidade é coisa rara, é porque não percebemos que para sermos felizes temos que nos libertar de tudo aquilo que acreditamos ser necessário para se obter a felicidade. Porque ser feliz é uma consequência gerada pelo amor sereno, pacífico e desprendido a tudo que nos dedicamos em nossa vida!

Por UCNF

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O dom que Deus lhe deu

Cada vida na Terra possui o seu valor. Toda criatura encarnada é responsável pela movimentação do cotidiano terrestre. E por isso a estrutura social humana é composta por inúmeras funções/profissões necessárias ao desenvolvimento do bem-estar físico, emocional e espiritual de todos os seres.  O trabalho é mais do que um simples processo diário, por vezes visto como cansativo e estressante. É uma oportunidade para as almas usarem os seus dons, para o seu progresso pessoal e também para o progresso daqueles que são servidos com amor e dedicação.
 
Muitos negam a oportunidade do trabalho, alegam que suas funções não lhes trazem satisfação e valorização. Protelam muitas tarefas por sentirem-se desmotivados e paralisados pela falta de oportunidade de crescimento profissional. Tais crenças negativas a respeito do trabalho aumentam ainda mais a sensação de impotência diante da vida, fazendo com que o individuo, influenciado pela crise, se prenda à incapacidade de usar seus dons para promover uma grande mudança.
 
Você já se perguntou, alguma vez, qual é o verdadeiro desejo da sua alma? Qual é a sua aptidão mais íntima? Talvez se se lhe perguntassem isso durante sua infância, provavelmente você responderia que desejaria ser bailarina ou um jogador de futebol, mas ao longo dos anos além de conquistarmos a maturidade através das experiências, também passamos a descobrir as nossas verdadeiras afinidades. É como se cada circunstância nos levasse a conhecer mais a fundo nós mesmos. E desse modo passamos a definir melhor os nossos propósitos de vida. Por isso torna-se mais difícil negar os nossos gostos, as nossas preferências, por que elas ficam cada vez mais enraizadas na nossa personalidade.
 
Mas infelizmente, a maioria das pessoas nega isso. Negam seus desejos por que tiveram medo de enfrentar os obstáculos inevitáveis da vida, ou pior, acreditam que o carma as designaram a seguir outro rumo, pois assim seria o “melhor” para a sua evolução. Nenhum carma é tão forte quanto à voz sadia da intuição. Ouvir a intuição é também ouvir os apelos do seu próprio espírito, é acreditar no conteúdo da sua bagagem espiritual, e que essa bagagem é expressa através dos dons. Suas aptidões nada mais são do que os conhecimentos adquiridos por você em vidas passadas, e que hoje podem ser colocadas em pratica na sua vida profissional e também em outras funções que necessitam de criatividade e inspiração.
 
Contudo muitos esquecem ou ignoram essas aptidões, por buscarem apenas a estabilidade financeira ou por quererem atender a expectativas dos seus familiares. E desse modo surgem muitos trabalhadores displicentes com suas tarefas; que se deprimem no vazio da falta de identidade profissional.
 
O universo sempre proporciona ao seres as experiências atraídas através do estado interior de cada indivíduo, mas para isso não basta apenas à intenção, se esta não estiver vinculada à força de vontade. O trabalho que hoje é insatisfatoriamente exercido por você, se conduzido através da boa vontade e do melhor que você pode realizar, poderá servir como base para a construção da via que o levará a exercer o que realmente condiz com suas aptidões, e conseqüentemente lhe trará mais alegria. É assim que se desenvolve a vida, só subimos um degrau após apoiar-se em outro...
 
E quando não sabemos o que realmente desejamos? Quando ainda estamos estáticos diante da pergunta “o que você vai ser quando crescer”? Certamente quando isso ocorre é por que você ainda não experimentou as vivências que lhe trarão acesso ao seu conteúdo espiritual. Nesse caso, faça o melhor que puder com o que a vida lhe trouxer até o momento em que algo ou alguém irá lhe proporcionar esse despertar, e a partir de então comece a construir seu caminho em direção a concretização do seu sonho.
 
Somos eternos trabalhadores, nos sustentamos através do recebimento dos frutos gerados pelo trabalho alheio e também através da doação do nosso trabalho. Quando esse trabalho passa a ser uma expressão do seu dom ou uma extensão dele, ele deixa de ser um simples trabalho para ser a “materialização” da sua satisfação. Sendo assim seu trabalho é a personificação da sua imagem. Se o faz com zelo e amor é porque dentro de si está correspondendo com as mesmas intenções.
 
Por UCNF